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NUTRIÇÃO VS. OBESIDADE

A obesidade representa o problema nutricional de maior ascensão entre a população observado nos últimos anos, sendo considerada uma epidemia mundial, presente tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento. As tendências de transição nutricional decorrentes da urbanização e industrialização ocorridas neste século direcionam para uma dieta mais ocidentalizada, com especial destaque para o aumento da densidade calórica, maior consumo de carnes, leite e derivados ricos em gorduras e redução do consumo de frutas, cereais, verduras e legumes, a qual, aliada à diminuição progressiva da atividade física, converge para o aumento no número de casos de obesidade em todo o mundo.

A obesidade e o sobrepeso, que na maioria das vezes são utilizados como sinônimos, são conceitos distintos. Sobrepeso significa aumento exclusivo de peso, enquanto obesidade representa o aumento da adiposidade corporal, ou seja, obesidade é uma doença crônica, que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura com comprometimento da saúde.

A obesidade é considerada uma doença do grupo de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), as quais são de difícil conceituação, gerando aspectos polêmicos quanto a sua própria denominação, seja como doença não infecciosa, crônica degenerativa ou como crônica não transmissível, sendo esta última a conceituação atualmente mais utilizada.

A obesidade é causada pelo excesso de gordura resultante de sucessivos balanços calóricos positivos, em que a quantidade de calorias ingerida é superior a quantidade de calorias dispendida. Os fatores que determinam esse desequilíbrio são complexos e podem ter origem genética, metabólica, ambiental e comportamental.

O excesso de gordura corporal está relacionado ao aparecimento de inúmeras disfunções metabólicas e funcionais. Dentre as várias doenças associadas à obesidade pode-se citar o desenvolvimento de diabetes Mellitus (DM), que se desenvolve independente de faixa etária. Outras doenças associadas à obesidade incluem disfunções pulmonares, como asma e apneia; doenças cardiovasculares, como a hipertrofia ventricular; problemas hepáticos, como a esteatose hepática; problemas psiquiátricos e reprodutivos.

O sedentarismo e os hábitos nutricionais representam o principal fator de risco no desenvolvimento da obesidade.O processo de modernização e transição econômica observado na maioria dos países tem promovido alterações na industrialização da produção alimentícia, o que colabora para o consumo de dietas ricas em proteína e gordura e baixa em carboidratos complexos. A tendência secular no aumento da obesidade também ocorrer paralelamente à redução na prática de atividade física e aumento no sedentarismo.

A obesidade e o excesso de peso é uma condição que desperta interesse desde a Antiguidade. Várias modalidades terapêuticas vêm sendo implementadas e novas estratégias vêm sendo pesquisadas no tratamento da obesidade. Intervenções clássicas, como dieta e exercício físico, vêm sendo exploradas de novas maneiras, enquanto novas estratégias, como a cirurgia bariátrica, vêm sendo consagradas ao apresentar melhores resultados a longo prazo e menores riscos associados aos procedimentos.

Muitas estratégias de emagrecimento têm sido tentadas, mas, via de regra, perder peso e mantê-lo são extremamente difíceis na maioria dos casos. A perda de peso sempre estará na dependência de um balanço calórico negativo, consequente à menor ingestão alimentar em relação ao gasto calórico. Classicamente, esta situação é alcançada com o binômio redução da ingestão alimentar e aumento da atividade física. Além disso, a obesidade é uma doença multifatorial e o controle dos fatores ambientais se faz necessário para combatê-la.

A Organização Mundial de Saúde aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. A projeção é que em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões estejam obesos.

No Brasil, a obesidade é uma realidade para 18,9% da população acima de 18 anos das capitais brasileiras; já o sobrepeso atinge mais da metade da população (54%). Foi o que apontou a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2017, do Ministério da Saúde.

Segundo a pesquisa, há sinais de estabilização de sobrepeso e obesidade nos últimos dois anos, devido as mudanças no comportamento do brasileiro, que hoje consome menos refrigerantes e bebidas adoçadas do que na última década e se exercita um pouco mais. Outro dado positivo apontado pela pesquisa é que o país tem desenvolvido uma mudança no consumo de frutas e hortaliças.

O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. O Ministério da Saúde adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. Durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, realizado em março, em Brasília, o país assumiu como compromisso deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.

Outra ação para a promoção da alimentação saudável foi a publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira. Reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada, a publicação orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável e consumo de alimentos in natura ou minimamente processados. Em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o Ministério também conseguiu retirar mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados em quatro anos. O país também incentiva a prática de atividades físicas por meio do Programa Academia da Saúde com mais 3.800 polos habilitados.




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