Lallemand anúncia a compra portfólio de culturas para carnes da IFF
A Lallemand adquiriu da IFF o portfólio de culturas para carnes da companhia. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (14) e inclui as culturas starter e de superfície da linha Texel, além de culturas bioprotetoras para aplicações em produtos cárneos. Os termos financeiros não foram divulgados.
As culturas Texel passam a integrar a Lallemand Specialty Cultures, unidade de negócios da Lallemand dedicada a culturas especiais. A empresa não informou se a transação inclui unidades de produção, funcionários ou outros ativos além das linhas de produtos citadas, nem apresentou prazo de conclusão, condições ou cronograma de integração.
O que a empresa informou
Segundo a Lallemand Specialty Cultures, a incorporação da linha complementa a oferta que a unidade já mantém e amplia a capacidade de atender clientes com microrganismos selecionados e apoio técnico. A empresa também declarou que trabalhará com os clientes durante o período de transição para manter a continuidade do fornecimento, do suporte técnico e do atendimento.
Culturas para carnes no portfólio da Lallemand
A aquisição se soma a outras iniciativas da companhia nesse segmento. Em março de 2026, a Lallemand apresentou a linha Lalcult Protect, voltada a culturas para carnes. Segundo a empresa, a versão Protect PA+ utiliza a produção de bacteriocinas para ajudar no controle da Listeria monocytogenes em embutidos fermentados secos, enquanto a Protect CM+ é indicada para carne fresca. Em 2023, a empresa lançou a Natural Rosé, combinação de levedura e culturas para formulações com teor reduzido ou sem adição de nitratos e nitritos.
Movimentos recentes da empresa
A Lallemand também realizou outras movimentações recentes na área de ingredientes biológicos. A empresa adquiriu a BIO-CAT Enzymes & Microbials, em agosto, e, em setembro, lançou a Solyve, negócio dedicado a enzimas para alimentos e bebidas, criado após a compra de uma especialista em enzimas do grupo francês InVivo.
O comunicado, no entanto, não menciona mercados ou regiões específicos, como a América Latina ou o Brasil, e não detalha quais clientes serão atendidos pela nova linha.








