Mars chega a 98% de cacau de origem responsável, mas fica abaixo da meta
A Mars não alcançou a meta de abastecer 100% de seu cacau a partir de fazendas de seu programa Responsibly Sourced Cocoa em 2025. A informação consta da atualização anual de sustentabilidade da companhia, divulgada em 17 de setembro.
Segundo a empresa, os fornecedores adquiriram cacau e ingredientes de cacau equivalentes a 98% do volume necessário para os produtos das marcas Mars em 2025. Em 2024, o índice era de 81%. O programa exige que o cacau venha de áreas que não tenham sido desmatadas nem convertidas a partir de outros ecossistemas naturais.
A Mars afirmou que o avanço de 2025 ficou ligeiramente abaixo da meta de 100% e citou a forte volatilidade do mercado global de cacau como um dos fatores do período. A escassez mundial da matéria-prima levou os custos a uma máxima de US$ 10.710 por tonelada métrica em janeiro de 2025, e fabricantes de alimentos reajustaram os preços do chocolate.
A empresa também descreveu ações voltadas à produtividade e à resiliência da lavoura. Em 2025, lançou seu primeiro programa de agricultura climaticamente inteligente com fornecedores na República Dominicana, no Equador e no Peru. A iniciativa ajudou 430 agricultores a melhorar a resiliência, a saúde do solo e a produtividade, de acordo com a Mars.
Na América Latina, a companhia lançou o Cocoascan, ferramenta baseada em inteligência artificial para ajudar produtores a detectar e mitigar três doenças do cacaueiro: vassoura-de-bruxa, monilíase (Frosty Pod) e podridão-parda (Black Pod).
Na Indonésia, a Mars e seus fornecedores treinaram agricultores em técnicas modernas de cultivo. Em parceria com a Agência Nacional de Pesquisa e Inovação da Indonésia, liberou dois clones de cacau desenvolvidos para elevar a produtividade na Indonésia e no Brasil. A empresa também licenciou a tecnologia de edição genética CRISPR para desenvolver cacaueiros mais resistentes às mudanças climáticas e a doenças.
A Mars publica um relatório anual de progresso desde 2018, quando se comprometeu a investir US$ 1 bilhão ao longo de dez anos para melhorar a sustentabilidade de sua cadeia de cacau.








