M. Dias Branco compra 80% da Grespan e entra em pães congelados
A M. Dias Branco, fabricante brasileira de massas e biscoitos, vai adquirir 80% da Grespan Pães Congelados, empresa de panificação com sede em Marília, no interior de São Paulo. A operação marca a entrada da companhia no mercado de pães congelados.
O acordo prevê ainda uma opção de compra dos 20% restantes, que poderá ser exercida em até cinco anos após o fechamento do negócio. O valor da transação não foi divulgado, e não há informação sobre a data prevista para a conclusão.
Perfil da Grespan
Fundada em 2009, a Grespan fabrica e vende produtos de panificação congelados. A empresa atende principalmente as regiões Sudeste e Centro-Oeste do país e registrou receita bruta de cerca de R$ 139 milhões em 2025, o equivalente a aproximadamente US$ 27,4 milhões. Não foram divulgados dados sobre capacidade produtiva nem sobre o número de unidades fabris além da sede.
Estratégia da compradora
A M. Dias Branco afirma que os pães congelados complementam seu portfólio atual e que o segmento tem perspectivas significativas de crescimento. Segundo a empresa, a aquisição está alinhada à estratégia de fortalecer a presença em categorias próximas ao seu negócio principal e ampliar a atuação no mercado de panificação. Com a operação, o grupo passa a ter uma frente de panificação congelada, além das linhas de massas e biscoitos que já produz.
Resultados recentes da M. Dias Branco
No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou receita líquida de R$ 2,7 bilhões, queda de 1% na comparação anual. O lucro líquido foi de R$ 169 milhões, recuo de 22%, e o Ebitda somou R$ 284 milhões, redução de 18%. O volume de vendas chegou a 477 mil toneladas, alta de 4% e o quarto trimestre consecutivo de crescimento.
No primeiro semestre, o volume totalizou 885 mil toneladas, também 4% acima do mesmo período do ano anterior, e a receita líquida foi de R$ 4,9 bilhões, variação negativa de 0,3%.
Em 2025, a receita líquida da empresa foi de R$ 10,4 bilhões, alta de 8%. O volume vendido atingiu 1,81 milhão de toneladas, aumento de 3%. O lucro líquido foi de R$ 660 milhões, crescimento de 2%, enquanto o Ebitda chegou a R$ 1,1 bilhão, queda de 8%.








