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O papel dos fitoquímicos na manutenção da saúde e melhora da qualidade de vida

Os fitoquímicos têm sido definidos como produtos alimentícios constituintes de origem vegetal, que podem fornecer as propriedades fisiológicas dos alimentos que vão além da nutrição adequada.

Trata-se de um grupo altamente numeroso de compostos que não são nutrientes, uma vez que não foi demonstrado resultar em deficiência de sintomas patológicos; que estão presentes exclusivamente em alimentos de origem vegetal, pois embora existam compostos bioativos, tanto em alimentos de animais como vegetais, a origem latina “fito” (planta), faz com que esse termo se aplique somente aos componentes de alimentos de origem vegetal que se encontram neles em quantidades muito pequenas, de miligramas ou microgramas, e que, como vem sendo comprovado, exercem papel direto na prevenção e/ou tratamento de várias doenças.

Os fitoquímicos podem atuar na prevenção de doenças através de diferentes mecanismos, ou seja, através de um determinado tipo de atividade ou de várias delas, sendo que as que mais se destacam são a atividade antioxidante, modulação das enzimas de detoxificação, diminuição da agregação plaquetária, alterações no metabolismo do colesterol, modulação dos hormônios esteróides, redução da pressão arterial e atividade antibacteriana e antiviral.

Entre os fitoquímicos mais conhecidos, estão os terpenos e esteróides, compostos fenólicos e os glucosinolatos, isotiocianatos e indóis.

O grupo dos terpenos e esteróides incluem os carotenóides, como alfa e betacaroteno, licopeno, luteína, zeaxantina, capsaicina, capsantina, ou capsorubina; os monoterpenos, como o álcool perílico ou limoneno; e os esteróides, como o campesterol, o estigmasterol e o beta-sitosterol.

No grupo dos compostos fenólicos se encontram os flavonóides, como as antocianinas ou antoxantoninas, dentre as quais destacam-se flavanonas, flavonóis, flavonóides e isoflavonas; os ácidos fenólicos, como o elágico, o gálico ou o clorogênico; os taninos, os estilbenos, como o resveratrol, as cumarinas, e os lignanos.

Já no grupo dos glucosinolatos, isotiocianatos e indóis, os que mais se destacam são o sulforafano, 2-fenetil isotiocianato, isotiocianato de benzilo e indol-3- carbinol.

Guardiões da saúde

Os fitoquímicos estão se tornando cada vez mais conhecidos, atuando favoravelmente na manutenção da saúde, prevenindo os efeitos dos impactos ambientais negativos, como o aparecimento de algumas doenças de evolução crônica. Alguns autores os consideram compostos semi-essenciais para os seres humanos e, até mesmo, como “guardiões da saúde”.

O organismo possui um sistema de defesa antioxidante, com o qual neutraliza o estresse oxidativo. Esse sistema é composto não somente por antioxidantes endógenos, mas também por exógenos, como é o caso de alguns nutrientes, como as vitaminas C, A e E, ou o magnésio e o selênio, e por fitoquímicos distintos, entre os quais se destacam o licopeno, a luteína, a zeaxantina, os sulfitos e os compostos fenólicos.

O licopeno é um pigmento carotenóide lipossolúvel que não possui atividade provitamínica A, mas sim uma elevada atividade antioxidante. Inibe a oxidação da fração de colesterol LDL, um dos maiores fatores de risco da patogênese da aterosclerose; induz as enzimas endoteliais, gerando a produção de óxido nítrico, substância com propriedades antiateroscleróticas, que atua como vasodilatador, antitrombótico e anti-inflamatório; e reduz os níveis de colesterol em detrimento da fração de colesterol LDL, devido a capacidade dessa substância para inibir a enzima hidroximetilglutarilcoenzima.

A luteína e a zeaxantina são, assim como o licopeno, carotenóides sem atividade provitamínica A, mas com alta atividade antioxidante. A ingestão de luteína e zeaxantina tem sido associada à diminuição do risco de catarata e de degeneração macular associada a idade (DMAE), enfermidades frequentes em indivíduos de idade avançada e as principais causas de cegueira no mundo ocidental.

Os sulfitos são compostos de enxofre, entre os quais se destacam a alicina e os sulfidos alil e dialil. Se encontram principalmente no alho, mas também estão presentes em quantidades importantes na cebola, no alho-poró e na cebolinha, sendo liberados ao se cortar o pilão da planta.

Essas substâncias atuam como potentes antioxidantes, ação devida a um metabólito hepático, o alil mercaptano, com atividade antioxidante muito mais potente. Sua ação antioxidante tem sido relacionada à inibição da formação de radicais livres, ao aprisionamento de radicais livres já formados, e a inibição da oxidação da fração de colesterol LDL, assim como sua ingestão tem sido associada com a redução do risco de doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer, como o de bexiga, estômago e cólon.

O grupo de compostos fenólicos inclui os flavonóides. Esses compostos também possuem elevada atividade antioxidante. Especificamente, tem sido comprovado que os flavonóides previnem a formação de radicais livres e são armadilhas para os radicais livres já formados; sua ingestão tem sido associada com a prevenção de doença cardiovascular, câncer, doença pulmonar obstrutiva crônica ou doenças neurodegenerativas.

Por se tratar de um grupo altamente numeroso de compostos, os fitoquímicos ainda são objeto de pesquisas quanto a sua estrutura química, fontes de alimentos e seus efeitos na saúde. Mesmo assim, esses compostos químicos têm levado a ampliação do conceito clássico de dieta, composta de macro e micronutrientes, passando a desempenhar importante papel em muitos novos aspectos da dieta humana.

Márcia Fani

Editora




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