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Vitaminas


13/08/2019
Turbine seu mercado com vms
A aposta é que o mercado de vitaminas, minerais e suplementos continue a crescer através da desmistificação da associação de VMS com medicamentos.Um grande aliado para esse cenário continuar crescente, é a educação dos consumidores sobre a categoria e seus novos formatos de aplicação.Turbinando ainda mais esse crescente cenário... muito está sendo falado sobre saúde direcionada, e gradualmente os consumidores começam a entender e buscar auxiliares que ajudem em soluções focadas em alguma deficiência ou necessidade física. Elas percebem que não devem apenas olhar para a saúde do corpo como um todo, e sim por partes e que existem possibilidades de se trabalhar com saúdes específicas.Mas o que isso quer dizer exatamente?Por exemplo: Mulheres, estão em busca de ativos de beleza para pele e cabelo. Veganos procuram formas de suplementar vitaminas importantes como a B12, vitamina D e dietas que fortaleçam o aparelho digestivo. O grupo sênior busca fortalecer o sistema imunológico e por aí segue, de acordo com o grupo de consumo e órgão do corpo a ser tratado.E assim o mercado passa a ser dividido por indivíduos com necessidades semelhantes, uma espécie de ‘’tribos’’ de consumo, e dessa forma, as marcas podem pensar em necessidades diferenciadas, porém em nichos específicos, o que facilita a inovação em maior volume.Dentre estes grupos, vale destacar o sênior. Visto que a previsão é de que até 2050, 29% da população seja composta por eles. E acima disso, o grupo com +55 anos é um dos principais economicamente ativos no país. A ideia de envelhecimento ativo é essencial na criação de produtos destinados aos consumidores nas faixas etárias mais altas.As marcas podem utilizar estratégias de marketing para apoiar o processo de envelhecimento, ao invés de combatê-lo. Se posicionando com uma abordagem ativa por parte destes consumidores. Mercado VMSO cenário brasileiro de VMS vem crescendo de forma gradual -se comparado aos mercados mais maduros como, por exemplo, os EUA - mas a expectativa é que este cenário continue a crescer.A previsão é de que as vendas da categoria no varejo cheguem a R$ 4,8 bilhões até 2021. Atualmente as VMS mais buscadas são: Vitaminas: D, C, B9, B12, Colina e Minerais: Selênio, Ferro, Magnésio, Zinco. Os principais benefícios procurados são: sistema imunológico, reparação cerebral, saúde dos olhos e do sistema digestivo.Saúde do cérebroUma pesquisa nacional apontou que 42% dos consumidores gostariam de alimentos e nutracêuticos que ajudem no controle de humor, e 85% dos usuários de suplementação buscam ativos para a concentração e controle do estresse. E essas buscas se resumem basicamente em um órgão: O cérebro. Quando falamos em aumentar a função cerebral, existe uma vasta gama de interesses para trabalhar. Os auxílios podem ir desde concentração, melhora de humor, até controle de ansiedade. Brain FoodNão se espante se ouvir falar - e muito - sobre brain food, pois a neuronutrição está em alta!Com foco nos ingredientes que podem melhorar a concentração, a memória, e combater os efeitos do envelhecimento no cérebro. No hotel London, situado na capital inglesa, a neurocientista Tara Swart desenvolveu um menu que melhora a atividade mental, usando alguns alimentos com potencial de turbinar o cérebro.Existem vários nutrientes e fitoterápicos que atuam como calmantes e antidepressivos, como a L-teanina, a valeriana e o triptofano (presente em alimentos como a banana), que ajudam a formar serotonina, e com isso o efeito antidepressivo. Esses produtos foram moda nos anos 1980 e voltaram a circular nas startups do Vale do Silício.Mas vale colocar que o ser humano está atrás de um milagre que turbine o cérebro, e claro que existem suplementos que podem aumentar o desempenho e as atividade cerebrais, mas tudo é uma questão de um mapeamento completo, como o ambiente que o indivíduo é exposto, idade, questões físicas, alimentação e até predisposição genética.O tema VMS cerebral é longo e pode ser explanado por diversas vias, mas alguns pontos são premissas fáceis de adotar: Se alimente bem, incluindo boas gorduras que melhoram a capacidade de pensar e tomar decisões. Evite açúcares e cigarro que inflamam o cérebro. Tome bastante água, que melhora - e muito - o poder de concentração, dado que a baixa de água no organismo gera inclusive confusão mental. Todos estes pontos podem ser trabalhados no consultório de nutrição, porém...Fabricantes de vitaminas, minerais e suplementos podem se beneficiar com a conscientização dos consumidores de que, apesar de seus melhores esforços - como os citados acima - podem não estar consumindo todos os nutrientes que necessitam, mas que podem solucionar este problema com os produtos da categoria.Tempo, praticidade, armazenamento e conveniência são grandes argumentos a serem explorados na defesa de uso neste mercado. A Doremus vem ampliando seu portfólio VMS com a criação de linhas de premixes dentro do contexto explorado neste artigo. E acreditamos no crescimento deste mercado via desenvolvimento de linhas de suplementos, assim como o enriquecimento de alimentos e bebidas com a adição de vitaminas e minerais que geram um maior valor agregado a estes produtos.Doremus Alimentos Ltda.Tel.: (11) 2436-3333 doremus.com.br

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31/07/2019
DSM: Vitaminas e minerais - essenciais para a vida
Vitaminas e minerais são essenciais para uma boa saúde em todas as fases do ciclo de vida humano. Eles são considerados essenciais porque o corpo não pode fabricá-los, ou seja, eles devem ser consumidos por meio de alimentos, bebidas e suplementos dietéticos.As vitaminas e os minerais apoiam o metabolismo normal, o crescimento e o bem-estar físico. É muito importante consumir vitaminas e minerais suficientes, uma vez que desempenham um papel particularmente crítico durante o desenvolvimento, incluindo a pré-concepção, gestação, amamentação, infância e adolescência. Na vida adulta, esses micronutrientes garantem o funcionamento fisiológico adequado e a manutenção da saúde. Apesar do grande progresso na compreensão e aplicação de princípios nutricionais básicos, deficiências de micronutrientes essenciais ainda podem ser encontradas em todos os cantos do mundo. Um terço da população mundial é afetada por deficiências de micronutrientes, o que também é chamado de fome oculta. A fome oculta não existe apenas em países de baixa renda, onde a escassez de alimentos e a fome persistem, mas também é presente em países onde a comida é abundante. Isso ocorre, em grande parte, devido a desequilíbrios na alimentação. O consumo insuficiente de alimentos nutricionalmente densos, ou seja, aqueles que são ricos em nutrientes e pobres em energia (calorias) - como frutas, verduras, legumes, leguminosas, peixe, carnes magras, produtos lácteos - cria lacunas na adequação de micronutrientes. As populações de países em desenvolvimento correm um risco maior, porque, com frequência, os alimentos nutritivos não são acessíveis. Às vezes, nem estão disponíveis. Conscientizar as pessoas sobre a nutrição essencial e ajudá-las a preencher as lacunas nutricionais melhorando sua alimentação com alimentos fortificados e suplementos alimentares não é apenas uma responsabilidade, mas é também uma oportunidade para os membros do setor de nutrição. Quando um bom negócio gera benefícios para a saúde pública, todos saem ganhando!As tendências globais geram a demandaAs tendências globais estão criando uma perspectiva positiva para os suplementos alimentares e os alimentos fortificados. Apesar das diferenças regionais, os consumidores compartilham algumas preocupações básicas com a saúde, bem como atitudes positivas em relação ao consumo de suplementos alimentares e alimentos fortificados para preencher as lacunas nutricionais. A maior conscientização sobre os suplementos vitamínicos como forma de preencher lacunas nutricionais tem contribuído para um crescimento de dois dígitos nos mercados emergentes. Em mercados mais maduros para os suplementos multivitamínicos, como Estados Unidos e Europa Ocidental, a adesão ao autocuidado e a abundância de informações sobre a saúde na Internet impulsionam a expansão do mercado online de produtos nutricionais.Essencial para a vidaDeterminadas vitaminas e minerais foram identificadas como nutrientes de atenção no mundo todo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem dado uma atenção especial a três micronutrientes devido à sua função na saúde global: ferro, iodo e vitamina A.A anemia ferropriva é o distúrbio nutricional mais comum no mundo; ela reduz a capacidade de trabalho em populações inteiras e impede o desenvolvimento. A deficiência de iodo causa danos cerebrais predominantemente em crianças, enquanto a deficiência subclínica reduz as capacidades mentais, apesar de ser de fácil prevenção. A vitamina A é necessária para a visão e uma boa função imunológica; sua deficiência é um problema de saúde pública para metade do mundo. Uma proporção considerável das populações apresenta deficiências de outros nutrientes reconhecidos, como vitaminas B12, D e E. Determinadas populações podem estar em situação de risco nutricional devido a exigências exclusivas relacionadas à sua vida. As mulheres que planejam engravidar devem garantir uma boa ingestão de ácido fólico (vitamina B9) na época da concepção para evitar defeitos do tubo neural; além disso, exigências de ácidos graxos essenciais, como o ômega-3 DHA, são altas principalmente na segunda metade da gravidez, quando o cérebro do feto está em desenvolvimento.As mulheres em idade fértil também são vulneráveis à anemia ferropriva. Além disso, o cálcio é importante durante o rápido crescimento de crianças e adolescentes, assim como em pessoas idosas.No caso de praticantes de atividade física intensa, a maior taxa metabólica pode gerar maior demanda de vitaminas do complexo B, para auxiliar na produção de energia.Como podemos cuidar da sua saúde?Em conjunto com nossos insights sobre o consumidor, conhecimento de mercado e experiência em aplicações, o amplo portfólio de nutrientes inovadores, seguros e de alto desempenho da DSM pode ajudar seus produtos direcionados à nutrição a atrair mais consumidores.A DSM é líder global na produção de vitaminas, nutracêuticos, carotenoides, lipídios nutricionais e outros ingredientes para as indústrias de alimentos e farmacêuticas. Somos o único fabricante integrado no mundo capaz de combinar dois, dez ou mais ingredientes funcionais em uma única pré-mistura personalizada de nutrientes, com sistemas comprovados de garantia de qualidade e segurança.DSM Produtos Nutricionais Brasil S.A.Tel.: (11) 3760-6427dsm.com/latam

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31/07/2019
Enriquecimento de cálcio de algas marinhas nos leites vegetais
A disponibilidade dos leites de origem vegetal vem crescendo no mercado. A demanda surge pela necessidade que muitos consumidores têm de substituir o leite de vaca, devido a diagnósticos ou restrições alimentares, como intolerância à lactose, alergia a proteína do soro do leite ou simplesmente por adotarem estilos alimentares como vegetarianismo ou o veganismo, que excluem parcialmente ou completamente fontes de origem animal.Estes leites são extratos obtidos de alguma fonte vegetal, permanecendo com a textura similar e cremosa, para serem utilizados da mesma maneira que a versão animal: em receitas, bebidas como café, sobremesas, batidos com frutas, molhos, bolos, biscoitos, ou até mesmo puros. Eles podem ser produzidos a partir de amêndoas, coco, gergelim, arroz, aveia, castanha de caju, castanha-do-pará, soja, macadâmias, painço, entre muitas outras opções. No entanto, nem todas as alternativas possuem a mesma concentração de cálcio quando comparadas ao leite de vaca, notando-se valores especialmente baixos, nas populares opções de soja e coco. Composição nutricionalConfira a quantidade de cálcio que algumas opções apresentam:Fonte: UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS. Tabela brasileira de composição de alimentos-TACO. 2011.Para quem necessita substituir o leite de vaca e seus derivados, na hora de escolher a versão vegetal é importante estar atendo à composição nutricional não só do cálcio, mas de macronutrientes como carboidratos, aminoácidos, gorduras e proteínas. Os leites de amêndoas, coco, castanhas e gergelim costumam ser mais ricos em gorduras e possuem menos carboidratos, ao contrário dos leites de aveia e arroz por exemplo, que são constituídos principalmente dos carboidratos.A maioria também fica deficiente em nível de proteínas, comparado ao leite de vaca. Por isso, para quem busca essa mudança, é necessário reequilibrar as fontes alimentares desses nutrientes, para não haver nenhuma deficiência. Vale considerar uma consulta com profissional nutricionista.Sobre a fortificação do cálcioPara adultos, a recomendação diária de cálcio é de 800mg a 1000mg dependendo da idade e sexo, segundo a Ingestão Dietética de Referência (Dietary Reference Intakes). Ressaltando que um dos principais motivos de procurar uma ingestão eficiente do mineral, é prevenir contra sintomas decorrentes da sua deficiência, como osteoporose. O nutriente pode ser ingerido através de outras formas, como as folhas verdes escuras. Porém, a fonte preferida do nutriente pela população ainda é o leite, enfatizando assim a importância da fortificação das versões vegetais.No Brasil encontramos versões do cálcio de fonte mineral para essa fortificação. Dois deles são bem comuns: os sais carbonato de cálcio (com biodisponibilidade aproximadamente de 69,7%), e o fosfato tricálcico (biodisponibilidade menor, de 38%). Os dois apresentam formas de absorção similares ou melhores se comparadas ao leite, que possui biodisponibilidade de 32,1%. E apresentam contraindicações, como é o caso do acumulo do mineral nas paredes das artérias.Outra alternativa seria o uso do cálcio de origem vegetal a partir da alga Lithothamnium, que possui uma capacidade absortiva relativamente maior, de aproximadamente 90%, e que não tem contraindicações. O uso de cálcio de origem mineral é a melhor alternativa?Alguns estudos já demonstram que o uso do carbonato de cálcio como forma de suplementação, pode aumentar a excreção do próprio nutriente pelo corpo, diminuindo também as concentrações do hormônio da paratireoide (PTH), que em níveis baixos pode influenciar ainda mais a retirada de cálcio dos ossos. Tanto o carbonato como o fosfato tricálcico já foram estudados e associados com a diminuição da absorção do cálcio no organismo, em casos de consumo regular. Isso afetaria o equilíbrio entre cálcio/fósforo e cálcio/magnésio, prejudicando a saúde óssea. Este quadro poderia ser mais agravado, se associado a baixas concentrações de vitamina D. Estes resultados geram um questionamento sobre a real vantagem de se utilizar fontes de cálcio de origem mineral. Capacidade de diluição e apresentaçãoAlém disso, a eficácia da solubilidade tem sido questionada. Muitas opções de leite enriquecidos foram avaliados na prática, e é observado que a maioria das partículas de cálcio não diluem adequadamente e ficam depositadas no fundo das embalagens, obrigando os consumidores a tomarem medidas para a melhor homogeneização, como agitar o produto antes de ingerir. Já é comprovado que alguns destes sais minerais, como o carbonato de cálcio, possuem pouca capacidade de diluição. Ainda assim, estudos abordam que, apesar de níveis diferentes de solubilidade, as opções acabam ficando similares em absorção.Desta forma, vale considerar o uso de uma opção vegetal e orgânica, para fortificar os leites de origem vegetal, como o Lithothamnium. Alga vegetal LithothamniumA alga, além do cálcio e magnésio, traz naturalmente mais 70 minerais, oligoelementos e aminoácidos, nutrientes importantes ao organismo.Esta alternativa de enriquecimento tem sido amplamente utilizada por países europeus, é de fácil digestão, livre de toxinas, e proporciona produtos enriquecidos que se igualam em quantidades de cálcio do leite de vaca, com uma capacidade altamente absorvível. Em média, 100ml dos leites vegetais fortificados com o Lithothamnium conseguem fornecer 120mg de cálcio de origem vegetal. Uso em diversos setoresConsiderada como uma macroalga, é uma opção de enriquecimento já muito utilizada para alimentação e melhora da capacidade digestiva de animais e para a correção do solo, na agroindústria. Na parte da indústria cosmética, representa um ótimo estabilizante.Para o consumo humano, representa uma boa estratégia de suplementação, não apenas de cálcio, mas de magnésio, fósforo, ferro, manganês e potássio, de forma equilibrada.Na indústria alimentícia francesa, tem sido utilizada como forma de fortificação de pães há muitos anos. O mercado no Brasil oferece muito espaço para novas opções. Alternativas ricas como esta são capazes de atender diferentes públicos e setores em crescimento, como por exemplo o orgânico e o vegano.Litholife Alimentos e Suplementos para Saúde Ltda.Tel.: (47) 4101 0387litholife.com.br

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31/07/2019
Mcassab: Vitaminas e Minerais
Vitaminas e minerais são considerados nutrientes essenciais e, atuando em conjunto, realizam desempenham importantes papéis ao corpo humano. Eles ajudam a escorar ossos, curar feridas e fortalecer o sistema imunológico. Eles também convertem alimento em energia e reparam o dano celular. São frequentemente chamados de micronutrientes porque nosso corpo precisa apenas de pequenas quantidades. Assim como a falta desses micronutrientes essenciais pode causar danos substanciais ao nosso corpo, obter quantidades suficientes pode proporcionar muitos benefícios. Alguns exemplos desses benefícios: Ossos fortes: Uma combinação de cálcio, vitamina D, vitamina K, magnésio e fósforo auxiliam a fortificação óssea, prevenindo-os de possíveis lesões e fraturas. Previne defeitos congênitos: Ingerir suplementos de ácido fólico no início da gravidez ajuda a prevenir defeitos congênitos no cérebro e medula espinhal do bebê. Dentes saudáveis: O mineral flúor não apenas ajuda na formação óssea, mas também na prevenção de cáries. A diferença entre vitaminas e minerais Embora todos sejam considerados micronutrientes, vitaminas e minerais se diferem de maneiras básicas. As Vitaminas são substâncias orgânicas, de origem vegetal ou animal. Com exceção da vitamina D, que pode ser produzida através da exposição aos raios ultravioletas da luz solar, as vitaminas não podem ser sintetizadas pelo nosso corpo e são obtidas principalmente através da alimentação. Já os Minerais são elementos inorgânicos, obtidos originalmente de rochas, do solo ou da água, embora possa participar de nossa dieta através de um vegetal que o tenha absorvido do meio ambiente ou de um animal que tenha ingerido tal vegetal. O corpo precisa de quantidades maiores de alguns minerais, como o cálcio, para crescer e permanecer saudável. Outros minerais como o cromo, o cobre, o iodo, o ferro, o selênio e o zinco são chamados de minerais-traço, pois precisamos de quantidades muito pequenas diariamente.As vitaminas têm estruturas complexas que podem ser quebradas pelo calor, ar ou ácido. Os minerais são elementos mais simples que se agarram às suas estruturas químicas. Isso significa que os minerais podem facilmente encontrar o caminho para o nosso corpo através das plantas, peixes, animais e líquidos que consumimos. É mais difícil transferir as vitaminas dos alimentos para o corpo, pois cozinhar, armazenar e a simples exposição ao ar pode inativar esses compostos mais frágeis.Existem dois tipos de vitaminas: solúvel em gordura e solúvel em água. As vitaminas lipossolúveis - A, D, E e K - dissolvem-se em gordura e podem ser armazenadas em nosso corpo. Essas vitaminas encontram porta de entrada no sistema sanguíneo através dos canais linfáticos da parede intestinal. Juntos, este quarteto de vitaminas ajuda a manter os olhos, a pele, os pulmões, o trato gastrointestinal e o sistema nervoso em bom estado de conservação e funcionamento. Já as vitaminas solúveis em água - vitamina C, as vitaminas do complexo B (B5, B6, B12, niacina (B3), riboflavina (B2), biotina, tiamina (B1) e ácido fólico), precisam se dissolver na água antes que o organismo possa absorvê-las. Como grande parte do nosso corpo é composto de água, muitas das vitaminas hidrossolúveis circulam facilmente pelo corpo. Os rins regulam continuamente os níveis de vitaminas solúveis em água, desviando os excessos do corpo para a urina. Assim, elas devem ser ingeridas regularmente para evitar a escassez. A vitamina B12 é a única vitamina solúvel em água que pode ser armazenada no fígado por mais tempo. Embora essas vitaminas tenham muitas tarefas no corpo, uma das mais importantes é ajudar a liberar a energia encontrada nos alimentos que consumimos e manter os tecidos saudáveis. Fortificação dos alimentosHábitos alimentares inadequados, ingestão calórica elevada, desvios metabólicos, além da falta de acesso a alimentos ricos em vitaminas e minerais, tais como carnes, frutas e hortaliças em quantidade suficiente, acarretam a deficiências de micronutrientes e afetam mais de três bilhões de pessoas em todo o mundo. A crescente ingestão de alimentos industrializados, combinada com a baixa estabilidade vitamínica, levou à prática comum de adicionar esses nutrientes aos alimentos processados, de modo a reduzir as deficiências nutricionais da população.Embalagens dos cereais matinais, por exemplo, anunciam uma ampla disponibilidade de vitaminas e minerais. As bebidas esportivas podem aumentar sua energia com uma dose de vitaminas. Produtos lácteos fortalecem seu rótulo nutricional com vitaminas e minerais e agregam mais valor aos nutrientes já naturalmente presentes.A fortificação ou enriquecimento é um processo de adição de um ou mais nutrientes contidos naturalmente ou não em alimentos processados, com o objetivo de reforçar seu valor nutritivo e prevenir ou corrigir eventuais deficiências nutricionais apresentadas pela população em geral ou de grupos de indivíduos.Atualmente, a OMS - Organização Mundial da Saúde - reconhece quatro categorias de fortificação: Fortificação universal ou em massa: geralmente ocorre de forma obrigatória e consiste na adição de micronutrientes a alimentos de consumidos pela maioria da população. É indicada em países onde vários grupos populacionais apresentam risco elevado para deficiência de ferro. Fortificação em mercado aberto: iniciativas das indústrias de alimentos, com o objetivo de agregar maior valor nutricional aos seus produtos. Fortificação focalizada ou direcionada: que visa o consumo dos alimentos enriquecidos por grupos populacionais de elevado risco de deficiência. Pode ocorrer de forma obrigatória ou voluntária, de acordo com a significância em termos de saúde pública. Fortificação domiciliar comunitária: tem sido considerada e explorada em países em desenvolvimento. Pode ter sua composição programada e é de fácil aceitação pelo público-alvo. Porém, apresenta ainda custo elevado, diferentemente das outras formas, e requer que a população seja orientada. Neste tipo de fortifica­ção geralmente são adicionados suplementos às refeições. Grupo MCassabO Grupo MCassab atua há mais de 30 anos no desenvolvimento de pré-misturas vitamínico minerais customizadas, sendo possível obter alimentos, bebidas e suplementos alimentares fortificados com qualidade e que atendam de maneira segura as necessidades de seu produto e processo, garantindo a inclusão de nutrientes de acordo com a regulamentação. ReferênciasDella Lucia C. M.; Novaes J. F.; Sant’ana H. M . P.. Os desafios da fortificação de alimentos, B.CEPPA, Curitiba, 2012.HARVARD MEDICAL SCHOOL. Making Sense of Vitamins and Minerals, special health report. eBook. Disponível em: https://www.health.harvard.edu/nutrition/making-sense-of-vitamins-and-minerals. Acesso em: julho 2019Hemophilia Federation of America. Essential Nutrients: Vitamins & Minerals, 2010 Disponível em: https://www.hemophiliafed.org/news-stories/2010/11/essential-nutrients-vitamins-minerals/. Acesso em: julho 2019Mary L.; Gavin, M. D. Vitamins and Minerals. The Nemours Foundation, 2014. Disponível em: https://kidshealth.org/en/teens.html . Acesso em: julho 2019Marques M. F; Marques M. M.; Xavier E. R; Gregório E.L;. Fortificação de alimentos: uma alternativa para suprir as necessidades de micronutrientes no mundo contemporâneo. Centro Universitário UMA. Belo Horizonte, 2012.*Bruna Lourenço é Gerente de Desenvolvimento de Produto no Grupo MCassab.MCassab Comércio eIndústria Ltda.Tel.: (11) 2162-7968mcassab.com.br

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31/07/2019
Sais minerais para alimentos vegetarianos e veganos
Um importante segmento de mercado para a indústria de alimentos é o desenvolvimento de produtos vegetarianos e veganos de “carne” e substitutos do leite.“Vegetariano” é um termo amplo; existem diversas classes de vegetarianos, que podem ser diferenciadas:•Flexitarians, ou semi-vegetarianos•Ovolactovegetarianos•Ovo-vegetarianos•Lacto-vegetarianos•Vegetarianos consumidores de frutos e vegetais crus•Vegetarianos sociais, que não seguem uma disciplina restrita•Vegetarianos consumidores de peixes•VeganosPara atender aos requisitos de um estilo de vida vegetariano ou vegano, produtos especiais para substituição de carne são desenvolvidos, de modo a se assemelharem tanto à carne verdadeira quanto a produtos cárneos, seja na textura, no sensorial, no sabor, ou mesmo na aparência exterior. A maioria dos produtos disponíveis é baseada em proteína não-cárnea, como por exemplo proteína de soja, glúten e proteína derivada de fungos. O teor de minerais dos substitutos de carne é muitas vezes inferior quando comparado ao da carne verdadeira e dos produtos cárneos.Para substituir produtos lácteos em uma dieta vegana, diferentes tipos de substitutos de leite estão disponíveis no mercado. O estilo de vida vegano não é o único motivo para eliminar o leite de vaca na dieta diária. Outras razões incluem, por exemplo, intolerância à lactose ou alergia ao leite (proteína). Matérias-primas frequentemente utilizadas são, soja, espelta, amêndoa, arroz, coco, aveia, macadâmia e castanha de caju. Atualmente, apenas alguns substitutos do leite são enriquecidos com minerais. Além da fortificação com cálcio, é possível a adição de diferentes fontes de ferro.Para compensar a falta de ferro, o Pirofosfato Férrico micronizado pode ser utilizado. Esta fonte de ferro apresenta boa biodisponibilidade e tem sabor quase neutro. A substituição mineral do zinco pode ser obtida através de Citrato de Zinco e Gluconato de Zinco. Estas fontes de zinco possuem um teor relativamente elevado do mineral, além de sabor neutro. A fortificação de cálcio pode ser realizada por Citrato Tricálcico e Lactato de Cálcio PLUS.Dr. Paul Lohmann® - Sais minerais de alto valor nutricionalCom mais de 130 anos de experiência na produção de sais minerais que atendem aos mais altos padrões de qualidade, nos estabelecemos como o principal fornecedor global para as indústrias farmacêutica e biofarmacêutica, de suplementação nutricional, alimentícia e de cuidados pessoais.Nossa expertise• Plantas fabris com certificação de BPF e DIN EN ISO 9001:2015.• Certificado FSSC 22000/ISO 22000.• Planta fabril de Emmerthal inspecionada com sucesso pela FDA (Administração de Medicamentos e Alimentos dos EUA) no contexto da FSMA (lei de modernização da segurança alimentar).• Soluções sob medida e inovadoras para solicitações de clientes.• Especialistas altamente qualificados em laboratório de P&D e tecnologia de aplicação, com longa experiência e uma ampla variedade de possibilidades para desenvolver novos produtos e aplicações.• Desenvolvimento conjunto de produtos e aplicações junto com nossos clientes.• Produtos próprios são manufaturados exclusivamente na Alemanha.• Uma vasta linha de mais de 400 sais minerais diferentes.• Produtos em conformidade com as farmacopeias mais relevantes (Ph.Eur., USP, BP), códigos alimentares (FCC, números E, etc.) e requisitos específicos do cliente.• Documentação regulatória (CEP, ASMF, etc.).• Cumprimento de normas REACH sob demanda.• Vasta linha de equipamentos de produção.• Processos de acordo com o HACCP.• Normas socioambientais (DIN EN ISO 50001, Sedex).• Purezas elevadas podem ser produzidas sob requisitos certificados.Modificação• Propriedades físicas.• Propriedades químicas.• Embalagem.• Rotulagem.Nota As informações fornecidas neste documento correspondem ao nosso conhecimento atual. Garantimos, no contexto de nossos Termos e Condições Gerais de Venda, que nossos produtos são fabricados de acordo com as especificações. Entretanto, nos isentamos de qualquer responsabilidade com relação à adequação de nossos produtos para uma finalidade ou aplicação específica ou sua compatibilidade com outras substâncias. Os testes devem ser realizados pelo cliente, que também assume o risco a esse respeito. Nada aqui contido deve ser interpretado como uma recomendação para usar nossos produtos de modo que estejam em conflito com os direitos de terceiros.Indukern do Brasil Química LtdaTel.: (11) 3109-2000indukern.com.brDr. Paul Lohmann GmbH KGTel.: (+49) 5155 63-0lohmann4minerals.com

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14/12/2018
VITAMINAS DE A À Z
A palavra “vitamina” surgiu na língua portuguesa através do termo em inglês vitamin, que foi criado em 1912, pelo bioquímico Casimir Funk, a partir da junção do latim vita, que significa “vida”, e amine, retirada de aminoacid, que quer dizer “aminoácido”. Funk usou a palavra latina vita (vida) associada a amine, pois acreditava que um aminoácido estava presente nessas substâncias orgânicas necessárias à boa saúde. Na verdade, os aminoácidos nada tem a ver com esta história, pois descobriu-se que nem todas as vitaminas continham aminas. Por esta razão, cientistas ingleses liderados pelo bioquímico Sir Jack Cecil Drummond propuseram eliminar a letra "e", deixando "vitamin" como a palavra em inglês usada para nomear essas substâncias.Entre 1920 e 1940, foi possível isolar e sintetizar todas as vitaminas, o que foi uma grande contribuição para a ciência e a medicina, permitindo explicar a origem e encontrar o tratamento de um número significativo de doenças por deficiência das mesmas. A importância de ingerir determinados alimentos para manter a saúde já era valorizada muito antes das vitaminas serem descobertas e identificadas. As vitaminas fazem parte dos micronutrientes; são produtos essenciais da dieta e sua falta gera doenças que podem ser fatais. As vitaminas são compostos orgânicos e nutrientes essenciais que o organismo necessita em pequenas quantidades. Um determinado composto químico orgânico é denominado vitamina quando o organismo não consegue sintetizar esse composto em quantidades suficientes, devendo ser obtido através da dieta. Por convenção, o termo vitamina não inclui outros nutrientes essenciais, como os sais minerais, ácidos graxos essenciais ou aminoácidos essenciais (que são necessários em maior quantidade do que as vitaminas), nem o grande número de outros nutrientes que promovem a saúde, mas são necessários em menor frequência. Até ao século XX, as vitaminas eram obtidas exclusivamente a partir dos alimentos. Na década de 1930, começaram a ser comercializados os primeiros suplementos de vitaminas D e C. Na segunda metade do século, passaram a estar amplamente disponíveis suplementos multivitamínicos sintéticos. Atualmente, são reconhecidas 13 vitaminas, as quais são classificadas de acordo com a sua atividade biológica e química e não pela sua estrutura. Assim, cada vitamina refere-se a uma série de compostos vitâmeros que mostram a atividade biológica associada a uma determinada vitamina. Cada conjunto destes compostos químicos é agrupado em um título de descritor genérico ao qual é atribuída uma letra. Por exemplo, a vitamina A inclui os compostos retinol e quatro carotenóides conhecidos. Estes vitâmeros são convertidos para a forma ativa da vitamina no organismo e, às vezes, são conversíveis entre si.As vitaminas são classificadas como hidrossolúveis ou lipossolúveis, dependendo do seu modo de dissolução, em água ou em gordura. Das 13 vitaminas existentes, quatro são lipossolúveis (A, D, E e K) e nove são hidrossolúveis (as oito vitaminas do complexo B e a vitamina C). As principais vitaminas são a A, B, C, D, E e K. A razão pela qual as vitaminas saltam diretamente da E para a K é porque as vitaminas F a J foram reclassificadas ao longo do tempo, descartadas em função de falsos indícios ou renomeadas devido a sua relação com a vitamina B, que se tornou um complexo de vitaminas. Também existe uma série de vitaminas B que foram reclassificadas ou que se determinou não serem vitaminas. Existem também outras vitaminas D que são reconhecidas como outras substâncias, mas que algumas fontes do mesmo tipo numeram até D7. Cada uma das 13 vitaminas reconhecidas desempenha uma função específica e insubstituível. A maioria das vitaminas funciona como catalisadores para reações dentro do organismo. Se esses catalisadores estiverem faltando, como na carência de vitaminas, as funções normais podem entrar em colapso, deixando o organismo suscetível a doenças. As deficiências de vitaminas são classificadas em primárias ou secundárias. Uma deficiência primária ocorre quando um organismo não obtém a quantidade necessária de determinada vitamina através dos alimentos. Uma deficiência secundária pode dever-se a uma condição de saúde que impede ou limita a absorção ou uso da vitamina devido a fatores como o tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas ou uso de medicamentos que interferem com a absorção e uso das vitaminas. Entre as doenças por deficiência de vitaminas mais comuns estão o beribéri (tiamina), pelagra (niacina), escorbuto (vitamina C) e o raquitismo (vitamina D). Em países desenvolvidos estas deficiências são raras, devido não só ao fornecimento adequado de alimentos, como também pelo acréscimo de vitaminas e sais minerais aos alimentos comuns, ou enriquecimento alimentar.Em doses excessivas, algumas vitaminas apresentam efeitos adversos que tendem a ser mais graves quanto maior for a dose. A probabilidade de consumir quantidades excessivas de vitaminas apenas a partir dos alimentos é remota. No entanto, pode ocorrer envenenamento por vitaminas a partir de suplementos vitamínicos. Em doses suficientemente elevadas, algumas vitaminas causam efeitos adversos, como náuseas, vômitos e diarreia.Nenhum alimento possui todas as vitaminas necessárias para o bom funcionamento do organismo, assim como não há alimento que não possua nenhum tipo de vitamina. Como já citado anteriormente, as principais vitaminas são a A, B, C, D, E e K. A vitamina A, ou retinol, possui um papel muito importante na visão, no crescimento, desenvolvimento, manutenção da pele e imunidade. Pode ser encontrada em alimentos de origem animal (fígado, ovos, leite, atum, queijos), vegetais folhosos verde-escuros, frutas amarelo-alaranjadas e vermelhas.As vitaminas do complexo B são um grupo de oito vitaminas: tiamina (B1), riboflavina (B2), niacina (B3), ácido pantotênico (B5), piridoxina (B6), biotina (B7), ácido fólico (B9), cianocobalamina (B12). Estas vitaminas são essenciais para a decomposição química de carboidratos em glicose, fornecendo energia para o organismo; para a decomposição química das gorduras e proteínas, ajudando no funcionamento normal do sistema nervoso; e para o tônus muscular no estômago e no trato intestinal; além de ser benéfica para a pele, cabelo, olhos, boca e fígado. São encontradas no levedo de cerveja, fígado, grãos de cereais integrais, arroz, nozes, leite, ovos, carnes, peixe, frutas, hortaliças verdes e muitos outros alimentos.A vitamina C, ou ácido ascórbico, é a mais conhecida das vitaminas e está diretamente ligada à formação de colágeno, manutenção e integridade das paredes capilares, formação dos glóbulos vermelhos do sangue, além de atuar no metabolismo de alguns aminoácidos e vitaminas do complexo B e auxiliar na facilitação da absorção do ferro, na formação dos dentes e ossos e favorecimento da cicatrização de queimaduras,além de agir contra radicais livres, promovendo resistência a infecções. Pode ser encontrada em acerola, melão, brócolis, manga, kiwi abacaxi, morango, limão, laranja, maracujá. A vitamina D é fundamental no metabolismo dos ossos, ajudando na prevenção de doenças como raquitismo, osteomalácia e osteoporose. Pode ser encontrada em óleo de fígado de peixe, manteiga, nata, gema de ovo e salmão. A vitamina E apresenta importante função antioxidante, com excelente característica de defesa contra efeitos nocivos dos radicais livres. Está relacionada à prevenção de condições associadas ao estresse oxidativo, tais como envelhecimento, câncer, doença cardiovascular, entre outras. É abundante em grãos integrais, amêndoas, óleo de milho, óleo de soja, nozes, gérmen de trigo.A vitamina K é importante para uma boa coagulação sanguínea, estando presente na gordura dos alimentos especialmente de origem vegetal, sendo uma vitamina lipossolúvel. Pode ser encontrada em alimentos verdes, como vegetais de folhas e legumes, como couve, couve de Bruxelas, brócolis, salsa. As vitaminas podem ser ingeridas através dos alimentos, de suplementos vitamínicos e de alimentos enriquecidos.

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03/08/2017
Aplicação do fumarato ferroso como fortificação obrigatória de farinhas e sua influência em produtos de panificação
A fortificação obrigatória de farinhas de trigo e milho, estabelecida pela RDC 344/2002, foi revisada gerando a RDC 150/2017, cujas principais alterações são em função da imposição de teores máximos e mínimos dos micronutrientes ferro e ácido fólico, e da restrição dos agentes fortificantes do mineral ferro, que estão limitados em sulfato ferroso, fumarato ferroso e ambos na forma encapsulada.Ao avaliar o comportamento do fumarato ferroso, aplicado em conjunto com ácido fólico, no desenvolvimento de produtos de panificação, foi possível verificar a interação do mineral com o propionato de cálcio, antifúngico comumente utilizado para esse segmento.O propionato de cálcio é empregado para inibir uma ampla faixa de fungos deteriorantes em pães, cujo controle é atingido por meio da variação de pH. A adição do propionato de cálcio é realizada, normalmente, na concentração de 0,3% e pH de 4,5 (Arroyo, 2003; Arroyo et al., 2005). O antifúngico é característico pela solubilidade, sabor neutro, baixa toxicidade e baixa influência sobre a ação das leveduras (Blackburn, 2006). A incorporação do propionato de cálcio é realizada na etapa antecedente à elaboração da massa.De acordo com o histórico de panificação, sabe-se que o mineral fumarato ferroso apresenta interação com o conservante propionato de cálcio quando aplicado em formulações de pão contendo teor considerável de gordura, pois em pão francês o mineral demonstra resultados satisfatórios mesmo na presença do antifúngico (Granolab | Granotec do Brasil, 2017). O pão francês difere do pão de hot dog pela ausência de açúcar e gordura na formulação. Diante desta informação, a mistura contendo fumarato ferroso foi aplicada em pães do tipo hot dog, cuja composição abrange altos teores de gordura e açúcar, além de utilizar o propionato de cálcio.Os ensaios realizados testaram formulações com e sem o conservante propionato de cálcio. Em todos os produtos contendo o antifúngico observou-se a ocorrência de manchas na crosta dos pães (Figura 1), diferente dos testes sem o propionato de cálcio, que foram satisfatórios mesmo na condição de sobredosagem da mistura de ferro e ácido fólico (Figura 2). ( VEJA NO PDF ABAIXO)Foram realizados novos testes contemplando a presença da mistura de ferro e ácido fólico e a ausência de gordura e açúcar, intercalando a aplicação do propionato de cálcio em ensaios diferentes. Todos os pães contendo propionato de cálcio permaneceram demonstrando manchas na superfície do produto final (Figura 3).( VEJA NO PDF ABAIXO)Figura 3. Análise de panificação utilizando mix com fumarato ferroso avaliando a combinação entre gordura, açúcar e propionato de cálcio: Teste B (Branco); Teste 2 (mix sem gordura e sem propionato de cálcio); Teste 3 (mix sem açúcar e sem propionato de cálcio); Teste 4 (mix sem gordura e com propionato de cálcio); Teste 5 (mix sem açúcar e com propionato de cálcio)( VEJA NO PDF ABAIXO).Portanto, supõe-se que as manchas na crosta do pão derivam da combinação entre o mix com fumarato ferroso, o propionato de cálcio e os constituintes gordura e açúcar, sendo estes últimos não necessariamente presentes na mesma formulação. Este estudo promoveu um novo foco de preocupação direcionado a essa interação, uma vez que em breve o mineral fumarato ferroso será um dos componentes obrigatórios na fortificação de farinha.Granolab | Granotec do Brasil, 2017. Aplicação propionato de cálcio e mix de fumarato ferroso e ácido fólico em pão francês. Desenvolvimento interno – Garantia e Controle da Qualidade.Granotec/GranolabTel.: (41) 3027-7722granotec.com.br

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03/08/2017
VITAMINAS E MINERAIS - SAÚDE FEMININA
IntroduçãoA sociedade moderna tem se tornado cada vez mais complexa, modificando os padrões e estilo de vida da população. É comum as pessoas demonstrarem sintomas de cansaço, depressão, irritação, stress devido à correria do dia-a-dia. Com isso, a indústria de alimentos tem se preocupado cada vez mais em oferecer alimentos que trazem benefícios à saúde da população, pois sabe-se que existem vários fatores que tem contribuído para o desenvolvimento de novos produtos devido ao aumento de consciência dos consumidores que buscam melhorar a qualidade de vida optando por hábitos saudáveis.Para obtenção de uma vida saudável e produtiva, a população necessita ingerir quantidades adequadas de alimentos incluindo as vitaminas e minerais através de novos produtos tais como: leites enriquecidos, bebidas lácteas com baixo teor de gordura e, consequentemente, calorias, iogurte prebióticos com frutas e fibras, leite de soja, entre outros.Marcas de vitaminas, minerais e suplementos podem se beneficiar se conscientizarem os consumidores de que, apesar de seus melhores esforços, é provável que não estejam consumindo todos os nutrientes que necessitam, mas que podem solucionar este problema com os produtos da categoria. MercadoNos últimos 5 anos o Brasil registrou um crescimento de 18% da categoria. E a estimativa dentro de um “melhor cenário” é de crescimento de 106%, de R$ 2,9 bilhões em 2016 a R$ 6,1 bilhões em 2021; e de “pior cenário” um crescimento de 17%, a R$ 3,4 bilhões. Segundo a Mintel, prevê que o mercado atingirá R$ 4,8 bilhões em 2021 (62% de crescimento em relação a 2016).O mercado tem se beneficiado de uma alteração da percepção que os consumidores têm deste segmento; antigamente era visto como algo que os médicos receitavam para as pessoas mais velhas, mas hoje, os jovens estão cada vez mais interessados nas multivitaminas, principalmente com o objetivo de reforçarem seu sistema imunológico, seu bem-estar mental e a aparência.Saúde femininaSabe-se que existe uma tendência clara e percebida pelo consumidor pela busca de alimentos saudáveis, praticidade, conveniência e produtos com maior valor agregado, incluindo a categoria conhecida como Mulher.As mulheres já conquistaram o mercado de trabalho com certa velocidade e com isso acaba sofrendo certo acumulo de tarefas e responsabilidade como se dedicar ao trabalho, cuidar da casa, cuidar dos filhos, entre outras atividades que dependem e consome o dia-a-dia da mulher. Muitas vezes, ela não consegue se dedicar a ter uma boa alimentação, permitindo o consumo de 100% da ingestão diária das vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e gorduras.De acordo com uma pesquisa realizada pela Mintel em abril de 2017, 67% das mulheres afirmaram que começariam a consumir vitaminas e suplementos por recomendação médica.E 35% estão interessados em vitaminas e suplementos que atendam às necessidades específicas de cada idade.As vitaminas e minerais são identificadas como nutrientes essenciais para a saúde da mulher, pois apresentam uma necessidade especial para alguns estágios específicos da vida. A suplementação é importante para realizar a manutenção e melhoria na qualidade ao longo da vida.Quando a mulher está na época da concepção, é importante fazer-se a ingestão do ácido fólico para fazer a prevenção dos defeitos do tubo neural, assim como do trato intestinal e do sistema cardiovascular. Além disso, este nutriente pode diminuir os sintomas de enjôos, náuseas, vômitos durante os três primeiros meses de gestação. Outro nutriente importante destacar, são os ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa, ômega 3, pois eles atuam diretamente no desenvolvimento do cérebro fetal. Quando as mulheres estão na idade fértil é vulnerável a deficiência de ferro, podendo ocasionar anemia. Neste período o fornecimento adequado de ferro é importante para suprir as necessidades sanguíneas do bebe.Em continuação, o mineral cálcio, apresenta um papel importante para o rápido crescimento da criança e adolescente bem como da vida da Mulher na Melhor Idade (+50). O cálcio tem como objetivo proteger a mineralização óssea, assim como prevenir as intercorrências como hipertensão arterial. Segundo o Ministério da Saúde, o consumo recomendado de cálcio para crianças de 7 a 10 anos de idade é de 700mg, adultos é de 1.000mg e gestante é de 1.200mg.As mulheres de forma geral devem ingerir quantidade suficientes de cálcio, fósforo, magnésio vitamina D e vitamina K para suprir suas próprias necessidades, bem como auxiliar na formação e manutenção da estrutura óssea e dentária.As vitaminas do complexo B são essenciais para promover a energia vital e o metabolismo das proteínas.A nutrição para adolescentes é bem interessante, porque durante a puberdade, o corpo feminino cresce mais rápido do que em qualquer outro momento da vida. As dietas das mulheres jovens devem conter a ingestão adequada de nutrientes necessário para um corpo em desenvolvimento e perdas menstruais. Portanto, as adolescentes também podem apresentar risco especial de não receber nutrientes certos devido à perda de peso ou dietas de moda. Isso faz com que a adolescente fique vulnerável a deficiências de nutrientes, como vitaminas B2, B12, D, proteína, cálcio, ferro e zinco. Uma combinação de complexo B, antioxidantes, como vitaminas A, E, C, complexo B e os minerais, selênio, zinco, cromo e cobre são nutrientes que melhoraram o desenvolvimento físico da adolescente.Alimentos contendo fitonutrientes, tais como esteróis de plantas, pode ajudar a reduzir a absorção de colesterol como parte de esforço de dieta para lidar com condições associadas à sobre peso ou obesidade num crescente segmento da população de crianças e adolescentes em muitos países.Mulheres que apresentam idade acima de 50 anos, até uma década antes da menopausa, os sistemas reprodutivos preparam-se para se aposentar e diminui a produção de estrogênio. O estrogênio tem muitas funções no corpo de uma mulher, como ajudar a proteger o coração, preservar a força óssea e levantar e estabilizar o humor de uma mulher. A vitamina D e o cálcio trabalham juntos para ajudar a manter a densidade mineral óssea e a combinação destes dois nutrientes é amplamente recomendada para mulheres mais velhas para prevenir fraturas.Pensando neste conceito, a Doremus Alimentos, empresa especializada em desenvolvimento e criações de premix de vitaminas e minerais, criou uma linha exclusiva para Mulheres, pensando nas diversas fases da vida, a Nutrimix Femme. Uma coleção que conta com mix de vitaminas, minerais e funcionais específicos para ajudar a mulher nas fases: TEEN, ADULTO GESTANTE, MENOPAUSA E MELHOR IDADE.As indústrias de alimentos têm focado em lançamentos de produtos enriquecidos ou fortificados em vitaminas e minerais em diversas categorias de produtos.Estes produtos devem ser regulamentados pela Portaria nº 31 de 13 de janeiro de 1998, conforme Ministério da Saúde/ANVISA. Este regulamente define como “alimento fortificado, enriquecido ou adicionado de nutrientes como todo alimento ao qual for adicionado um ou mais nutrientes essenciais contidos naturalmente ou não no alimento, com objetivo de reforçar o seu valor nutritivo e/ou prevenir ou corrigir deficiências demonstradas em um ou mais nutrientes, na alimentação da população ou em grupos específicos da mesma”Ainda nesta portaria é determinado critérios para adição de nutrientes essenciais com relação aspectos de segurança de consumo, pois é necessário que seja usado a IDR (Ingestão Diária Recomendada) conforme a legislação especifica para cumprir os requisitos e quantidades definidas para adição de vitaminas e minerais, bem como a biodisponibilidade das matérias primas determinadas para adição do produto final, pois a indústria de alimentos deve assegurar que os nutrientes devem estar em concentrações que não impliquem ingestão excessiva ou insignificante do nutriente adicionado, considerando as quantidades derivadas de outros alimentos da dieta e as necessidades do consumidor a que se destina.A fortificação de alimentos com nutrientes tem sido utilizada para corrigir manifestações de deficiências e assegurar que a ingestão de vitaminas e minerais atinja os níveis recomendados. Os novos conceitos de otimizar funções fisiológicas e prevenir doenças crônicas, associado ao fato da sociedade moderna preocupada com a saúde física, resultam em um aumento na produção e comercialização de alimentos enriquecidos e fortificados.Detalhar claramente os valores nutricionais ou benefícios à saúde dos produtos de vitaminas e suplementos, fortalecendo a ligação com alimentos, pode também ajudar a aumentar o uso e o interesse dos consumidores, já que eles tendem a buscar produtos mais naturais.Doremus Alimentos Ltda.Tel.: (11) 2436-3333 doremus.com.br

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03/08/2017
VITAMINAS E MINERAIS: ESSENCIAIS PARA A VIDA
Vitaminas e minerais são essenciais para uma boa saúde em todas as fases do ciclo de vida humano. Eles são considerados essenciais porque o corpo não pode fabricá-los, ou seja, eles devem ser consumidos por meio de alimentos, bebidas e suplementos dietéticos.As vitaminas e os minerais apoiam o metabolismo normal, o crescimento e o bem-estar físico. É muito importante consumir vitaminas e minerais suficientes, uma vez que desempenham um papel particularmente crítico durante o desenvolvimento, incluindo a pré-concepção, gestação, amamentação, infância e adolescência. Na vida adulta, esses micronutrientes garantem o funcionamento fisiológico adequado e a manutenção da saúde.Apesar do grande progresso na compreensão e aplicação de princípios nutricionais básicos, deficiências de micronutrientes essenciais ainda podem ser encontradas em todos os cantos do mundo. Um terço da população mundial é afetado por deficiências de micronutrientes, o que também é chamado de fome oculta.A fome oculta não existe apenas em países de baixa renda, onde a escassez de alimentos e a fome persistem, mas também é presente em países onde a comida é abundante. Isso ocorre, em grande parte, devido a desequilíbrios na alimentação.O consumo insuficiente de alimentos nutricionalmente densos, ou seja, aqueles que são ricos em nutrientes e pobres em energia (calorias) - como frutas, verduras, legumes, leguminosas, peixe, carnes magras, produtos lácteos - cria lacunas na adequação de micronutrientes. As populações de países em desenvolvimento correm um risco maior, porque, com frequência, os alimentos nutritivos não são acessíveis. Às vezes, nem estão disponíveis.Conscientizar as pessoas sobre a nutrição essencial e ajudá-las a preencher as lacunas nutricionais melhorando sua alimentação com alimentos fortificados e suplementos alimentares não é apenas uma responsabilidade, mas é também uma oportunidade para os membros do setor de nutrição. Quando um bom negócio gera benefícios para a saúde pública, todos saem ganhando!As tendências globais geram a demanda As tendências globais estão criando uma perspectiva positiva para os suplementos alimentares e os alimentos fortificados. Apesar das diferenças regionais, os consumidores compartilham algumas preocupações básicas com a saúde, bem como atitudes positivas em relação ao consumo de suplementos alimentares e alimentos fortificados para preencher as lacunas nutricionais.A maior conscientização sobre os suplementos vitamínicos como forma de preencher lacunas nutricionais tem contribuído para um crescimento de dois dígitos nos mercados emergentes. Em mercados mais maduros para os suplementos multivitamínicos, como Estados Unidos e Europa Ocidental, a adesão ao autocuidado e a abundância de informações sobre a saúde na Internet impulsionam a expansão do mercado online de produtos nutricionais.Essencial para a vida Determinadas vitaminas e minerais foram identificadas como nutrientes de atenção no mundo todo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem dado uma atenção especial a três micronutrientes devido à sua função na saúde global: ferro, iodo e vitamina A. A anemia ferropriva é o distúrbio nutricional mais comum no mundo; ela reduz a capacidade de trabalho em populações inteiras e impede o desenvolvimento. A deficiência de iodo causa danos cerebrais predominantemente em crianças, enquanto a deficiência subclínica reduz as capacidades mentais, apesar de ser de fácil prevenção. A vitamina A é necessária para a visão e uma boa função imunológica; sua deficiência é um problema de saúde pública para metade do mundo. Uma proporção considerável das populações apresenta deficiências de outros nutrientes reconhecidos, como vitaminas B12, D e E.Determinadas populações podem estar em situação de risco nutricional devido a exigências exclusivas relacionadas à sua vida. As mulheres que planejam engravidar devem garantir uma boa ingestão de ácido fólico (vitamina B9) na época da concepção para evitar defeitos do tubo neural; além disso,exigências de ácidos graxos essenciais, como o ômega-3 DHA, são altas principalmente na segunda metade da gravidez, quando o cérebro do feto está em desenvolvimento. As mulheres em idade fértil também são vulneráveis à anemia ferropriva. Além disso, o cálcio é importante durante o rápido crescimento de crianças e adolescentes, assim como em pessoas idosas. No caso de praticantes de atividade física intensa, a maior taxa metabólica pode gerar maior demanda de vitaminas do complexo B, para auxiliar na produção de energia.Como podemos cuidar da sua saúde? Em conjunto com nossos insights sobre o consumidor, conhecimento de mercado e experiência em aplicações, o amplo portfólio de nutrientes inovadores, seguros e de alto desempenho da DSM pode ajudar seus produtos direcionados à nutrição a atrair mais consumidores. A DSM é líder global na produção de vitaminas, nutracêuticos, carotenoides, lipídios nutricionais e outros ingredientes para as indústrias de alimentos e farmacêuticas. Mais de meio bilhão de pessoas consomem nossas vitaminas todos os dias. Somos o único fabricante integrado no mundo capaz de combinar dois, dez ou mais ingredientes funcionais em uma única pré-mistura personalizada de nutrientes, com sistemas comprovados de garantia de qualidade e segurança.DSM Nutritional Products Tel.: (11) 3760-6427dsm.com

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01/04/2016
A VITAMINA E E SEU PAPEL NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS
A vitamina E é um antioxidante extremamente potente. Entre seus benefícios à saúde, destaca-se a prevenção de câncer, doença cardíaca, derrame e catarata. Origem, componentes e principais fontesDentre as várias classes de vitaminas conhecidas, a vitamina E tem sido descrita como a vitamina da fertilidade, segundo observações científicas em animais. Descoberta no ano de 1922, quando cientistas observaram que a ausência de um fator alimentício lipossolúvel na dieta, presente nas folhas verdes e sementes de trigo, resultava, no rato fêmea grávida, na reabsorção ou morte fetal, enquanto a ovulação e concepção continuava a ser realizada normalmente. A deficiência em ratos machos resultou em uma alteração do epitélio seminífero.Essa substância, conhecida como vitamina E, também recebe o nome de tocoferol, das palavras gregas tocos, que significa nascimento, e pherein, que significa transportar.Em 1936, as primeiras formulações de vitamina E foram obtidas pela extração do óleo de gérmen de trigo, sendo sua síntese realizada posteriormente, em 1938.Somente após a reprodução da molécula pela síntese é que os efeitos do complexo da vitamina E foram destacados, primeiro em animais e posteriormente em seres humanos. Em 1968, a vitamina E foi reconhecida como um nutriente essencial para os seres humanos pela Food and Nutrition Board do National Research Council, dos Estados Unidos. O reconhecimento da vitamina E como um agente antirradical das estruturas de proteção da membrana das células contra os efeitos destrutivos dos radicais livres, causou um renovado interesse nessa vitamina. Além disso, estudos epidemiológicos sugerem que a vitamina E desempenha papel protetor em doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.A vitamina E não é um único composto, mas vários compostos diferentes, todos com a atividade da vitamina E. Na verdade, A vitamina E natural é composta por oito substâncias diferentes, as quais pertencem a dois grupos de compostos. O primeiro grupo é derivado do tocol e apresenta uma cadeia lateral saturada contendo 16 átomos de carbono. Esse grupo inclui quatro dos oito compostos, sendo eles o α-tocoferol, β-tocoferol, γ-tocoferol e o δ-tocoferol. A diferença entre essas moléculas reside na quantidade de grupos metil que substituem o anel aromático do tocol.O segundo grupo de substâncias com atividade biológica da vitamina E são derivadas do tocotrienol e inclui as restantes quatro moléculas que fazem parte da vitamina E, sendo elas o α-tocotrienol, β-tocotrienol, γ-tocotrienol e o δ-tocotrienol. A diferença entre essas moléculas e as suas homólogas anteriores é o fato destas possuírem uma cadeia lateral insaturada contendo 16 átomos de carbono. Da mesma forma, a diferença entre os vários isômeros de posição (α, β, γ e δ) reside apenas no fato das substituições de grupos metil serem feitas em locais diferentes do anel aromático.Todos os tocoferóis ocorrem à temperatura ambiente, sob a forma de um óleo viscoso amarelo-pálido. São insolúveis em água, muito solúveis em gorduras, óleos e solventes orgânicos (éter, acetona, clorofórmio, metanol, álcool etílico e metílico). São pouco sensíveis ao calor, luz e ácido e muito sensíveis à oxidação e bases.Óleos e margarinas de milho, caroço de algodão, soja, cártamo, gérmen de trigo e nozes são excelentes fontes de vitamina E. Frutas, verduras e grãos integrais contêm menor quantidade. O refinamento de grãos diminui seu teor de vitamina E, assim como o processamento comercial e o armazenamento do alimento. O cozimento dos alimentos em temperaturas elevadas também destrói a vitamina. Por isso, um óleo poliinsaturado não tem valor como fonte de vitamina E se for usado para fritura. Suas melhores fontes são alimentos frescos e levemente processados, assim como aqueles que não são cozidos por muito tempo.A vitamina E está presente na dieta como ésteres de tocoferóis. Os ésteres são hidrolisados por um éster hidrolase pancreático, sendo apenas absorvidos os tocoferóis livres.Enquanto os tocoferóis estão geralmente presentes nas castanhas (amêndoas, avelãs, castanha do Pará) e nos óleos vegetais comuns (gérmen de trigo, semente de girassol), os tocotrienóis estão nos grãos de cereais (aveia, cevada, centeio) e em certos óleos vegetais (óleo de palma e óleo de farelo de arroz).Óleos e margarinas de milho, caroço de algodão, soja, cártamo e gérmen de trigo, e nozes são excelentes fontes de vitamina E. Frutas, verduras e grãos integrais contêm menor quantidade. O refinamento de grãos diminui seu teor de vitamina E, assim como o processamento comercial e o armazenamento do alimento. O cozimento dos alimentos em temperaturas elevadas também destrói a vitamina. Por isso, um óleo poliinsaturado não tem valor como fonte de vitamina E se for usado para fritura. Suas melhores fontes são alimentos frescos e levemente processados, assim como aqueles que não são cozidos por muito tempo.ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA EAlimento Quantidade Vitamina E (mg) Cereal com fibras 1 xícara 30,2Óleo de germe de trigo 1 colher de sopa 24,6 Cereal total 1 xícara 23,4 Avelã 1/2 xícara 16,1 Semente de girassol 2 colheres de sopa 9 Amendoim 1/2 xícara 8,2 Castanha-do-pará 1/2 xícara 6,6 Óleo de caroço de algodão 1 colher de sopa 5,2 Milho 1 espiga 4,8 Óleo de cártamo 1 colher de sopa 4,7Amêndoa 1/2 xícara 4Óleo de milho 1 colher de sopa 2,8Quando não se consegue obter vitamina E suficiente na dieta, os suplementos podem ser uma forma eficaz de atender as necessidades diárias. No entanto, nem todos os suplementos têm a mesma composição.A vitamina E é segura se tomada em doses de 400 UI diariamente, mesmo por períodos prolongados. Doses muito maiores podem retardar a coagulação do sangue, causando possivelmente um risco elevado de derrame ou sangramento descontrolado no caso de um acidente. Devido a essa possibilidade, pessoas que fazem tratamento com anticoagulantes ("afinadores" de sangue) não devem fazer uso de altas doses de vitamina E. Para o coração, doses diárias de 400 UI são as mais recomendadas, mas quantidades de 100 UI por dia ainda podem ajudar a prevenir alguns desses problemas. Para displasia mamária, é comum recomendar doses de 400 UI a 600 UI de vitamina E por dia.Os suplementos mais recomendados são os de d-alfa-tocoferol que contenham tocoferóis misturados. Isso proporcionará algumas das outras formas de vitamina E que apresentam forte poder antioxidante. Recomenda-se evitar os suplementos preparados de "dl" tocoferol, já que são sintéticos e não reconhecidos pelo organismo.Mecanismo de ação No decorrer das oxidações celulares, o oxigênio produz radicais livres muito ativos que atacam os ácidos graxos insaturados membranários e formam derivados oxidados, como hidroperóxidos, peróxidos, aldeídos, cetonas, alcoóis, ácidos e outros. Os radicais livres são moléculas que contêm um número ímpar de elétrons. O elétron solitário é convencionalmente representado por “•”. São derivados químicos altamente reativos, de curta duração (menos de um milissegundo), porque buscam um elétron para formar um par.Os radicais livres têm efeitos benéficos (destruição de bactérias), mas também possuem efeitos tóxicos, modificando a estrutura das moléculas com as quais reagem. Os lipídios insaturados (principalmente os ácidos graxos poliinsaturados) podem auto-oxidar-se e serem, assim, transformados em peróxidos lipídicos tóxicos.As reações radicalares são quase sempre na origem de reações em cadeia. Uma molécula de fosfolipídio membranário é constituído de glicerol associado a dois ácidos graxos e a um agrupamento polar fosfatidil (etanolamina, colina, serina, etc.). Os ácidos graxos que entram na composição de uma gordura determinam suas propriedades. Sabe-se que as gorduras saturadas não são muito sensíveis à oxidação, enquanto que os ácidos graxos insaturados são sensíveis à oxidação. Nos ácidos graxos insaturados, o átomo de hidrogênio perto de uma ligação dupla é extremamente ativo.O radical livre dos ácidos graxos é muitas vezes referido como R•. A auto-oxidação de ácidos graxos insaturados pode ser dividida em três fases: iniciação, propagação e terminação. O início se dá próximo a uma ligação dupla.Os agentes, como os traços de metais pesados, os peróxidos e os radicais livres provenientes do exterior da membrana, provocam a iniciação. O ácido graxo RH é, então, atacado e forma um radical livre R• muito ativo.Na propagação, os radicais livres R•, reagindo com as moléculas de oxigênio, transformam-se em radicais peroxil ROO•. Os radicais peroxil são capazes de atacar outro ácido graxo HR, resultando em um peróxido ROOH e um novo radical livre. A quantidade de componentes altamente reativos aumenta de maneira constante até o momento em que começam a reagir entre eles. Então, ocorre a diminuição da concentração dos peróxidos, formando-se produtos estáveis de degradação. Os peróxidos são moléculas instáveis que se decompõem em radicais livres, aldeídos, cetonas, alcoóis e ácidos. No total, a partir de um único hidroperóxido, pode ocorrer um ataque dos ácidos graxos poliinsaturados, por reação em cadeia, que provoca a produção de radicais livres e de muitos outros hidroperóxidos. Essa auto-oxidação dos ácidos graxos produz derivados secundários oxidados (aldeídos), que reagem com as funções aminas (NH2) dos fosfolipídios, das proteínas e dos ácidos nucléicos, formando lipopigmentos indigestos (ceróides, lipofuscina, pigmentos do envelhecimento celular). Esses pigmentos são encontrados em diferentes tecidos (tecido adiposo, testículos, cérebro, coração e intestino). A presença de alcanos no ar expirado é também uma consequência da peroxidação. São provenientes da cissão da extremidade metila dos ácidos graxos poliinsaturados peroxidados.As propriedades antioxidantes da vitamina E estão bem estabelecidas e são o centro de outros fenômenos biológicos em que está envolvida, como estabilização das membranas, agregação plaquetária e atividades enzimáticas. Durante as reações de oxiredução, o núcleo cromano do α-tocoferol (α-T) se abre entre o oxigênio 1 e o carbono 2 para formar o α-tocoferilquinona (α-TQ), o qual pode ser reduzido a α-tocoferilhidroquinona (α-THQ) que pode, por sua vez, regenerar o α-T por desidratação.O principal mecanismo de ação da vitamina E resulta de suas propriedades antioxidantes. O tocoferol reage com os radicais peroxil, impedindo a formação de novos radicais livres e interrompendo a reação em cadeia. O radical tocoferoxil formado (α-T•) é muito instável e reage com um segundo radical peroxil. O tocoferol também pode formar complexos moleculares estáveis com radicais peroxil. O α-tocoferol é um dos mais poderosos antioxidantes in vitro e o mais importante no sangue humano. O radical tocoferoxil pode ser regenerado em tocoferol pelo ácido ascórbico (vitamina C) ou pela glutationa reduzida (GSH). É um exemplo de inter-relação vitamínica onde a vitamina C, em fase hídrica, regenera a vitamina E, em fase lipídica.Além disso, a vitamina E atua em sinergia com outros sistemas antioxidantes, especificamente determinadas enzimas, como glutationa peroxidase, catalase e superóxido dismutase.Benefícios à saúdeA maioria dos benefícios da vitamina E é resultado de suas qualidades antioxidantes. Isso significa que essa vitamina se associa ao oxigênio e destrói os radicais livres. Ela impede que as gorduras poliinsaturadas e outros compostos sensíveis ao oxigênio, como a vitamina A, sejam destruídos pelas reações prejudiciais da oxidação.As propriedades antioxidantes da vitamina E também são importantes para as membranas celulares. Por exemplo, a vitamina E protege as células do pulmão que estão em contato constante com o oxigênio e os glóbulos brancos, que ajudam a combater doenças. Existem evidências significativas de que a vitamina E oferece proteção contra a doença cardíaca, além de desacelerar a deterioração associada ao envelhecimento. Sendo um antioxidante extremamente potente, a vitamina E ajuda a prevenir câncer, doença cardíaca, derrame, catarata e, possivelmente, alguns sinais do envelhecimento. A vitamina E protege as paredes das artérias e impede que o colesterol LDL seja oxidado. A oxidação do colesterol LDL marca o começo das artérias obstruídas. A vitamina E também mantém o sangue sem coágulos, evitando o acúmulo de plaquetas. Níveis elevados de vitamina E no organismo diminuem o risco de um infarto ou derrame não fatal na maioria das pessoas. Agente dinâmico no combate ao câncer, a vitamina E protege as células e o DNA contra lesões que possam se tornar cancerosas. Diminui o crescimento de tumores, além de melhorar o funcionamento imunológico e evitar que substâncias pré-cancerosas transformem-se em carcinógenos. Estudos com camundongos mostram que a vitamina E aplicada à pele pode ajudar a prevenir o câncer decorrente da exposição à radiação ultravioleta.As mulheres que sofrem de displasia mamária geralmente sentem alívio com a suplementação de vitamina E. A displasia caracteriza-se por dores nas mamas, às vezes, com nódulos benignos ou inchaço, normalmente essas dores começam alguns dias antes do período menstrual. Pesquisadores não sabem ao certo por que a vitamina E ajuda nesse problema, mas vários estudos indicam que ela realmente o faz.A vitamina também pode ser benéfica às pessoas com diabetes, melhorando a ação da insulina e o metabolismo da glicose no sangue, diminuindo o estresse oxidativo.Esse modesto nutriente mantém o sistema nervoso saudável, protegendo as camadas de mielina que cercam os nervos. Aparentemente, também previne a degeneração mental que ocorre com o envelhecimento, incluindo, possivelmente, a doença de Alzheimer.Os atletas precisam ingerir quantidade adequada de vitamina E. O próprio metabolismo do organismo cria radicais livres durante o exercício aeróbico em excesso. As reservas de vitamina E garantem que esses radicais livres não saiam do controle nem causem problema. A terapia com vitamina E também trata dores da claudicação nos músculos da panturrilha que ocorrem à noite ou durante a prática de exercícios.Os bebês prematuros recebem a vitamina E para diminuir ou impedir que o oxigênio prejudique a retina do olho, como consequência da ventilação mecânica.Estudos existentes feitos com animais sugerem que a vitamina E pode limitar a lesão pulmonar causada pela poluição do ar. Aparentemente, a vitamina E pode diminuir a atividade desses poluentes comuns do ar, como ozônio e dióxido de nitrogênio. A vitamina E aplicada em cortes pode acelerar a cicatrização, pois minimiza as reações de oxidação no ferimento e o mantém úmido.Muitas mulheres relatam que a vitamina E ajuda a diminuir as ondas de calor e outros sintomas da menopausa.Embora a vitamina E possa retardar a oxidação das gorduras que ocorre no envelhecimento, estudos experimentais não provaram que ela aumenta a expectativa de vida dos animais. Nem que controla as marcas do envelhecimento, como pele enrugada ou cabelos grisalhos. Entretanto, a vitamina pode, de fato, retardar ou prevenir algumas doenças ou a perda do funcionamento relacionado ao envelhecimento. Estudos recentes relataram melhora da memória de curto prazo em idosos que tomam suplemento de vitamina E. Embora a vitamina E não possa fazê-lo viver mais, ela pode ajudá-lo a viver um pouco melhor conforme for envelhecendo.A vitamina E também age como um antioxidante nos alimentos. Nos óleos vegetais, ajuda a evitar que eles sejam oxidados e estraguem. Da mesma maneira, impede que a vitamina A dos alimentos oxide. Isso torna a vitamina E um conservante de alimentos muito útil.Os tocoferóis e dos tocotrienóisO termo vitamina E descreve as atividades tanto dos tocoferóis como dos tocotrienóis. De maneira semelhante ao tocoferol, o tocotrienol possui uma cabeça cromanol e uma cadeia lateral isoprenóide e ambos são transportados na corrente sanguínea pelos quilomícrons. Entretanto, quanto à cadeia lateral, a do tocoferol é fitil saturada e a do tocotrienol é prenil tri-insaturada, o que lhe confere maior poder antioxidante e outras atividades biológicas.Como já mencionado, existem quatro tipos de tocoferóis e de tocotrienóis, que são distinguidos pelos prefixos gregos: alfa, beta, delta e gama, dependendo do número e da posição do radical CH3 no anel cromanol. Dependendo da procedência, o óleo de palma refinado e extraído a frio possui por quilo de óleo: 133mg de α-tocoferol, 130mg de α-tocotrienol, 45mg de δ-tocotrienol e 204mg de δ-tocotrienol.Os tocotrienóis desempenham um importante papel na prevenção e no tratamento do câncer. O desenvolvimento do câncer se faz em múltiplos estágios: iniciação, promoção e progressão. É muito difícil nos proteger contra a ação de carcinôgenos ambientais, porém, o estágio de promoção pode ser inibido por vários produtos naturais, entre eles a vitamina E. Muitas evidências sustentam o papel da vitamina E na prevenção do câncer e vários trabalhos mostram que suplementos de α-tocoferol reduzem a incidência de alguns tipos de câncer, incluindo o câncer colorretal, esôfago e próstata, funcionando como um agente preventivo. Entretanto, muitos estudos não conseguiram mostrar efeito algum sobre o câncer já instalado e outros estudos mostraram que os tocoferóis, mas não os tocotrienóis, podem favorecer a proliferação celular maligna. A vitamina E, tocoferol, possuí vários efeitos fisiológicos que interferem na quimioprevenção do câncer: ela inibe a peroxidação lipídica diminuindo a ação dos seus subprodutos sobre o DNA, inibe o radical hidroxila que lesa diretamente o DNA do núcleo e, finalmente, inibe a formação de mutagênicos ambientais potentes como o peroxinitrito e as nitrosaminas. Pesquisadores demonstraram que o tocotrienol possuiu efeito superior ao tocoferol como antioxidante, o que leva a supor que o tocotrienol mostraria a sua eficácia em estudos epidemiológicos de prevenção de câncer, onde o tocoferol falhou. De fato, uma ação totalmente inédita do tocotrienol é o seu potente efeito antiproliferativo e antimitótico em várias neoplasias. Frações ricas de tocotrienol extraídas do óleo de palma retardam o aparecimento de tumores de mama em ratas e retardam o início de linfomas em camundongos geneticamente susceptíveis. Estudos mostraram inibição do crescimento de células tumorais humanas e de camundongo: H69, Hela e P388, com a sua exposição ao tocotrienol por 72 horas. Em estudos, os tocotrienóis inibiram o aumento da atividade da gama glutamil transpeptidase, (marcador de neoplasia) em rato submetido ao 2-acetilaminofluoreno, um hepato carcinôgeno, e aumentaram o tempo de latência de tumores de mama induzidos pelo dimetilbenzantraceno (DMBA). As pesquisas mostraram que o gama e o delta tocotrienóis exibem forte atividade contra a promoção de tumores, pois inibem a expressão EBV-EA (Epstein-Barr vírus - early antigens) em células linfoblastóides humanas, induzidas pelo tetradecanoilforbolacetato (TPA). Na maioria dos trabalhos acima o tocoferol não apresentou qualquer efeito sobre as células neoplásicas. Muitos estudos mostraram que os óleos vegetais mais comumente usados pela população e ricos em ácido linoléico promovem o aparecimento de tumores de mama em ratos, enquanto que não se observa tal fato quando se emprega o óleo de palma. Pesquisas já haviam demonstrado in vitro que o ácido linoléico estimula o crescimento de células de câncer mamário humano em cultura. Na verdade, em se tratando de seres humanos os vários estudos epidemiológicos sobre o assunto nunca conseguiram implicar o ácido linoléico no aumento da incidência do câncer de mama. Empregando-se a fração rica de tocotrienol do óleo de palma, na concentração de 180 micrograma/ml em meio de cultura, os pesquisadores obtiveram 50% de inibição da proliferação celular da linhagem MDA - MB - 435 do câncer de mama humano. Em concentrações superiores a 225 micrograma/ml, o resultado obtido foi de 100% de inibição da proliferação celular. Como esta linhagem tumoral não possui receptores estrogênicos, o efeito observado ocorre por mecanismo diferente e independente de estrógeno. No mesmo estudo, observou-se o efeito do tocotrienol sobre o câncer de mama, agora empregando uma linhagem dependente de estrógeno: ER+ MCF7. A fração MCF7 subtipo Mc Grath é tão dependente de estrógeno que é quase incapaz de proliferar na ausência do hormônio. Outro fator que regula a sua proliferação são fatores semelhantes ao IGF (insulin-like growth factors). Pesquisas mostram que a fração rica em tocotrienol inibe o crescimento desta linhagem de células, mesmo na presença de estrógeno, e de uma maneira dependente da dose, ou seja, quanto maior a dose de tocotrienol maior a inibição tumoral. Na ausência de estrógeno as frações mais eficazes são a gama e a delta, que em concentrações de 6 microgramas/ml inibem completamente a proliferação celular. Na presença de estradiol a fração delta na concentração de 10 microgramas/ml é a mais eficaz, inibindo completamente a proliferação celular, enquanto a fração gama inibe 63% e a fração alfa 32%. Quanto ao modo de ação, estudos demonstraram que o tocotrienol age por um mecanismo não dependente de receptores estrogênicos e não dependente de fatores de crescimento (IGFs). A inibição do câncer de mama pelos tocotrienóis possuiu implicações clínicas importantes, porque são capazes não só de inibir o crescimento de fenótipos ER-positivos e ER-negativos, mas também porque as células responsivas ao estrógeno podem ser inibidas mesmo na presença do hormônio. De acordo com os estudos realizados, os tocotrienóis poderiam oferecer uma estratégia complementar no tratamento do câncer de mama resistente a outras terapêuticas, ou ainda ser empregado já nas fases iniciais do tratamento convencional. Deficiência de vitamina EEm pesquisas com animais tem-se observado que a deficiência de vitamina E na gravidez leva a morte e reabsorção do feto. A atrofia testicular e a degeneração do epitélio germinal dos lóbulos seminíferos são também resultados frequentes da deficiência de tocoferol. Não há evidencias concretas de que o déficit de vitamina E tenha efeito similar na fertilidade humana. A vitamina E é essencial para o ser humano. Sua deficiência não é freqüente mesmo em pessoas que vivem com dietas relativamente pobres desta vitamina, podendo se desenvolver em casos de má absorção de gordura, fibrose cística, a betalipoproteinemia algumas formas de doença hepática crônica e congênita. O recém-nascido, principalmente o prematuro, é particularmente vulnerável a deficiência de vitamina E, devido as suas deficiências de reservas corporais, pobre digestão, deterioração da absorção e diminuição do transporte sanguíneo pela baixa concentração de LDL no feto e no bebê ao nascer. Por outro lado, os radicais livres têm sido implicados na patogênese da fibroplasia retrolental, displasia broncopulmonar, anemia hemolítica do recém-nascido, e sangramento intraventricular.A deficiência de vitamina E pode afetar o sistema nervoso. Em estudos, a necrose do sistema nervoso central (encefalopatia nutricional) e distrofia axonal foram observadas em animais mantidos por longos períodos com dietas deficientes em vitamina E. A neuropatia começa a partir do dano da membrana axonal e decorre de uma axonopatia distal e retrógrada taxa de mortalidade (dying back), a qual afeta as fibras mielinizadas de grande calibre. O edema surge pela passagem de plasma dos capilares para o tecido subcutâneo, aparentemente como resultado da permeabilidade capilar anormal e hemólise das hemácias. A maioria dos efeitos da deficiência de vitamina E pode ser atribuída a danos na membrana causados pelo acúmulo de lisofosfatidil colina, que é citolítica. A maioria das sequelas secundárias à deficiência de vitamina E são subclínicas. As alterações neuropatológicas incluem distrofia neuroaxonal, que afeta, primária e bilateralmente, o núcleo da medula, sendo observado também nos segmentos cervical e torácico da medula espinhal, mas não na região lombar e sacra.O sistema nervoso periférico também mostra uma perda seletiva de axônios mielinizados sensorial de grande calibre, que é mais grave nos segmentos do axônio distal, como ocorre no ulnar e sural. Os sintomas neurológicos presentes em pacientes com doenças crônicas de absorção de gordura, geralmente atribuída à deficiência de vitamina B12, pode ser resultado de um prolongado déficit de vitamina E.O modo de ação exato da vitamina E no tecido nervoso não foi estabelecido, mas é conhecido por ser essencial na manutenção da integridade e estabilidade da membrana axonal.O sistema imunológico também pode ser afetado pela falta de vitamina E no organismo. Imunodeficiências relatadas em indivíduos desnutridos podem resultar da falta de vitaminas e minerais.Segundo estudos, a deficiência de vitamina E em animais de laboratório tem produzido uma diminuição da hipersensibilidade tardia, resposta de linfócitos e produção de imunoglobulina. Esse efeito não está relacionado à sua propriedade antioxidante, mas, talvez, seja produzido por indução de proliferação celular. As células linfóides armazenam vitamina E e o aumento do seu consumo aumenta a resposta celular, incluindo a reação de hipersensibilidade tardia e atividade de depuração das células retículo-endotelial.Em animais de laboratório, jovens e adultos, a vitamina E diminuiu a produção de prostaglandinas em células do sistema imunológico e aumentou a imunidade. Pesquisas relatam que a alteração entre a relação da função fagocitária e da biodisponibilidade de α-tocoferol pode ser o principal regulador da taxa de fagocitose. Na ausência de O2 ou na presença de vitamina E, a taxa de fagocitose aumenta, mas ocorre uma diminuição da morte bacteriana pelo decréscimo da disponibilidade de H2O2. A produção de peróxido sem controle adequado pode, teoricamente, conduzir a auto-oxidação e deterioração da capacidade fagocitária e, em circunstâncias normais, o peróxido pode ser um modulador da taxa fagocitária. A vitamina E pode afetar a resposta imune por sua interação com o ácido araquidônico das membranas dos macrófagos.Outro dano causado pela deficiência de vitamina E é no sistema cardiovascular. A relação da vitamina E com doenças cardiovasculares tem sido estudada desde o estabelecimento de uma associação entre a peroxidação lipídica e tais doenças, que constituem a principal causa de morte nos países desenvolvidos. Exaustivos estudos têm sido realizados sobre a oxidação da LDL e da capacidade protetora da vitamina E sobre os lipídios transportados nessas lipoproteínas.O colesterol LDL também é oxidado durante as modificações de LDL, o que pode aumentar sua toxicidade e aterogenicidade. As LDL modificadas por oxidação (não naturais) são potentes quimioatrativos de monócitos humanos, sendo por vezes potentes inibidores da motilidade de macrófagos residentes.Para aumentar a captação da LDL modificada por macrófagos, estas devem alcançar a última fase de decomposição lipídica. A indicação de que a ligação de aldeídos aos grupos amino livres constitui em uma mudança significativa para a internalização pelos macrófagos; isto é apoiado pela constatação de que os anticorpos contra a LDL modificada pelos aldeídos são capazes de reconhecer a LDL oxidada em lesões ateroscleróticas.Estudos epidemiológicos e laboratoriais sugerem que os antioxidantes (vitamina E e os carotenóides) protegem contra o aparecimento destas doenças. Os resultados foram obtidos após a análise dos fatores de risco conhecidos e controlados dessas variáveis, embora os resultados sejam inconsistentes.

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