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VITAMINA E: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS MAIS RECENTES SOBRE OS BENEFÍCIOS À SAÚDE


A vitamina E é um micronutriente essencial para proteger as células do estresse oxidativo e apoiar a saúde humana. Estudos têm mostrado que ela pode contribuir substancialmente para o bem-estar geral se o estado desejado de 30nmol/L for alcançado, e estão surgindo evidências de que, em determinadas condições, doses mais elevadas de vitamina E podem proporcionar benefícios significativos para a saúde. No entanto, dados recentes indicam que o consumo de vitamina E está em declínio e que mesmo populações saudáveis ainda não recebem uma ingestão suficiente [1].

Introdução

Estima-se que mais de 90% dos americanos não alcançam a dose diária recomendada[2], e a recente cobertura negativa da mídia tirou a atenção do papel fundamental do apoio da vitamina E ao corpo humano. Apesar disso, mais de 31.550 estudos sobre a vitamina E foram publicados de 1964 até hoje, examinando o papel vital desse micronutriente na saúde humana.

Existe um crescente interesse na pesquisa sobre a vitamina E relacionada a atividades antioxidantes, saúde do coração, diabetes, doença hepática gordurosa não alcoólica, degeneração macular, função cognitiva e muito mais.

Assim como em todos os campos emergentes da ciência, é necessário mais investigação para explorar todo o potencial da vitamina E. A DSM está envolvida ativamente no apoio a projetos de pesquisa que investigam os efeitos da vitamina E na saúde. Este artigo destaca a ciência mais recente por trás das diferentes funções da vitamina E na saúde humana. Ele examina novos dados sobre o estado global da vitamina E, abordando questões importantes em termos de níveis de uso e preocupações que podem não ter sempre comprovação científica. Este artigo não é uma lista abrangente de benefícios para a saúde, mas contém informações científicas e técnicas sobre a ciência emergente relativa à vitamina E.

Por que nosso corpo precisa de vitamina E?

A vitamina E é vital para a saúde humana. Ela é um elemento-chave nas membranas celulares para proteger contra os efeitos prejudiciais causados pela oxidação e desempenha um papel importante no apoio à saúde cerebral, ocular, cardiovascular, materna e infantil, bem como na proteção da pele. A Comissão Europeia autorizou uma declaração de saúde do Artigo 13.1 que afirma que “a vitamina E contribui para a proteção dos constituintes da célula contra danos oxidativos”.

A vitamina E não pode ser produzida pelo próprio organismo, portanto, deve ser obtida por meio da dieta. Devido às mudanças nos hábitos alimentares modernos, pode ser difícil conseguir a quantidade necessária de vitamina E por meio da dieta apenas. A suplementação pode ser necessária para manter as concentrações adequadas de vitamina E no sangue e nos tecidos. Alimentos fortificados ou multivitamínicos podem desempenhar um papel importante para preencher a lacuna entre os níveis recomendados e a inadequação na ingestão por meio da alimentação. Mundialmente, o impacto causado por um nível baixo de vitamina E deve ser uma preocupação de saúde pública. Mais atenção e pesquisas são necessárias sobre o papel da vitamina E no organismo humano, bem como sobre o estado e a ingestão de vitamina E.

O mais recente Estudo Nacional de Nutrição para a Alemanha[3] concluiu que cerca de 40% da população não ingere vitamina E suficiente por meio da dieta, quando comparado às recomendações. Pesquisas alimentares para outros países, como Reino Unido e Holanda, relatam conclusões semelhantes: nos EUA, 90% da população não ingere os níveis recomendados de vitamina E[4]. Artigos recentes também relataram uma deficiência generalizada de vitamina E em mulheres em países asiáticos, como Bangladesh e Tibete[5].

QUADRO 1: VITAMINA E EM RESUMO

FUNÇÕES: A vitamina E é o principal antioxidante lipossolúvel do corpo. Ela tem funções não-antioxidantes na sinalização celular, na expressão gênica e na regulação de outras funções celulares.

FORMA: A vitamina E é um termo genérico para oito compostos lipossolúveis encontrados na natureza, dos quais o “α-tocoferol” tem a mais alta atividade biológica e é o mais abundante no corpo humano. Portanto, apenas o α-tocoferol responde pela atividade da vitamina E nas recomendações de ingestão alimentar[6].

FONTES: As mais importantes fontes de vitamina E são óleos vegetais, castanhas, grãos integrais e gérmen de trigo. Também há um suprimento limitado em sementes e vegetais verdes folhosos. No entanto, seu conteúdo nesses alimentos pode degenerar ao longo do tempo devido à oxidação em condições de armazenamento incorreto, como exposição à luz solar e o tipo de recipiente utilizado[7].

DEFICIÊNCIA: Os sintomas de deficiência de vitamina E incluem fraqueza muscular, perda de massa muscular, problemas na visão, outras doenças neurológicas e maior risco de aborto.

FORTIFICAÇÃO E SUPLEMENTAÇÃO: Os alimentos fortificados mais comuns são os cereais. A Vitamina E também está amplamente disponível em cápsulas de gelatina mole e em comprimidos mastigáveis ou efervescentes, bem como na maioria dos suplementos multivitamínicos

Essencialidade e função biológica

A principal função biológica da vitamina E como um antioxidante poderoso é a prevenção da propagação de reações de radicais livres. Os efeitos prejudiciais causados pela oxidação podem afetar estruturas celulares e processos metabólicos, afetando a saúde a longo prazo, inclusive aumentando o risco de doenças cardíacas, câncer e condições inflamatórias. Além disso, a vitamina E desempenha um papel crítico na sinalização celular, na expressão gênica e na regulação de outras funções celulares.

Além de manter a integridade das membranas celulares do corpo humano, a vitamina E protege as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) contra a oxidação. Existem estudos que sugerem que a imunidade em idosos pode ser comprometida pela ingestão baixa de vitamina E e que a suplementação com vitamina E reduz significativamente o risco de infecções do trato respiratório superior, tais como o resfriado comum. Ele também apoia as células vermelhas do sangue e contribui para a circulação sanguínea saudável, ajudando a regular a abertura dos vasos sanguíneos.

A ciência emergente revela um papel potencial para a vitamina E em circunstâncias específicas, em doses acima da recomendação diária nos EUA e na União Europeia.

Saúde cognitiva

O papel da suplementação de vitamina E em condições neurodegenerativas e no declínio cognitivo está sob investigação intensiva. Em um grande estudo recente, verificou-se que a suplementação de vitamina E desacelera o declínio funcional em indivíduos com Doença de Alzheimer (DA) leve e moderada[8]. Como parte da pesquisa, 613 pacientes com DA de leve a moderada foram acompanhados por um período de dois anos, no maior e mais longo estudo do seu tipo até o momento. Os participantes tomaram 2.000 UI de vitamina E ou um placebo. O grupo de vitamina E mostrou uma taxa 19% mais baixa de declínio em habilidades de vida diária em comparação com o grupo placebo. Os participantes que tomaram a vitamina E também mantiveram-se muito mais independentes, dependendo menos de cuidadores para atividades comuns da vida diária, e isso representou uma melhoria significativa na qualidade de vida. É importante notar que a vitamina E era segura e bem tolerada nesta aplicação de dose relativamente elevada.

Doença hepática gordurosa não alcoólica

O acúmulo de gordura no fígado pode evoluir para a doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) e é um problema sério em pessoas com sobrepeso e obesos em todo o mundo. Os resultados de vários estudos clínicos sugerem que o uso da vitamina E está associado a diversos benefícios à saúde em pessoas com DHGNA[9]. Além disso, foi demonstrado que a vitamina E administrada na dose diária de 800 IU melhora significativamente a histologia hepática em adultos não diabéticos com DHGNA[10].

Saúde óssea e força muscular

Estudos também têm demonstrado que a vitamina E é necessária no reparo da membrana plasmática das células da musculatura esquelética. Uma pesquisa que examinou animais durante corrida descendente mostrou que os deficientes em vitamina E precisaram de mais regeneração de plasma para um funcionamento muscular contínuo. Isso demonstra o papel essencial da vitamina E para a força muscular e um componente necessário no mecanismo de reparo da membrana plasmática[11].

Questões de saúde ligadas à poluição atmosférica

A poluição atmosférica é um problema ambiental global significativo que tem sido associado a uma série de problemas graves de saúde, como o aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes e câncer, por meio de mecanismos inflamatórios e stress oxidativo. Estudos têm mostrado que micronutrientes como vitamina E e ácidos graxos poli-insaturados podem ter um papel importante na manutenção da estrutura e função celular contra poluentes e na redução dos seus efeitos negativos sobre a saúde[12,13].

Pessoas obesas precisam de uma maior ingestão de vitamina E

A síndrome metabólica é uma condição com uma elevada prevalência ao redor do mundo e engloba inúmeros riscos para a saúde, como obesidade, hipertensão arterial e DHGNA. Estima-se que 34% dos adultos americanos têm síndrome metabólica, colocando-os em maior risco de terem doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e danos aos vasos sanguíneos[14].

Um estudo recente analisou a absorção da vitamina E em adultos com síndrome metabólica e demonstrou que eles absorviam e transportavam mal a vitamina E pela circulação[15]. Enquanto adultos saudáveis absorveram até 29,5% da dose de vitamina E (15mg), aqueles com síndrome metabólica processaram apenas 26,1%. As pessoas com síndrome metabólica não só têm uma absorção limitada da vitamina E, mas sua distribuição para os tecidos a partir da corrente sanguínea foi retardada.

Esses resultados sugerem que adultos com síndrome metabólica podem precisar de mais vitamina E para manter o estado adequado. É importante notar que, uma vez que a vitamina E ajuda a manter a função do fígado em pessoas com sobrepeso e obesas, um estado inadequado de vitamina E pode ter consequências secundárias maiores em pessoas com síndrome metabólica.

Saúde cardiovascular

Existem estudos clínicos sugerindo que pacientes diabéticos com o genótipo Hp 2-2 pode ser beneficiadas pela ingestão aumentada de vitamina E, que parece diminuir o risco de doença cardíaca[16]. Nos países ocidentais, cerca de 40% da população tem o genótipo Hp 2-2 e, no sudeste asiático, esse número chega a 90% de todos os indivíduos. Também foi demonstrado que a vitamina E ajuda a manter a flexibilidade arterial, um fator de risco de doenças cardiovasculares[17]. Dados emergentes sugerem que uma ingestão diária de 400mg de vitamina E reduz significativamente o risco de um ponto de extremidade cardiovascular composto consistindo de morte cardiovascular, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral[18].

Uma meta-análise realizada pelo Human Nutrition Research Center, em Newcastle, Reino Unido, examinou o efeito da suplementação com vitaminas antioxidantes sobre a rigidez arterial em adultos e concluíram que houve uma redução significativa da rigidez arterial com a vitamina E e também com a vitamina E combinada com outras vitaminas antioxidantes[19]. A vitamina E foi eficaz em todas as doses investigadas. Foram observadas melhorias mais significativas entre os participantes com baixos níveis de vitamina E no sangue no início dos estudos.

A abordagem direcionada em nutrição para tratar dos fatores de risco em saúde cardiovascular e cognitiva, bem como síndrome metabólica e outros, é negligenciada e subestimada. Há dados encorajadores de que micronutrientes, como a vitamina E, podem afetar beneficamente o início e o curso dessas condições e de outros riscos de saúde”, Dr. Manfred Eggersdorfer, Professor para o Envelhecimento Saudável da Universidade de Groningen e Vice-presidente Sênior de Nutrition Science & Advocacy da DSM.

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