A cor da bebida esportiva pode afetar o desempenho
Quando se pensa em uma bebida de nutrição esportiva e, em particular, o que diferencia uma opção específica de outra, tradicionalmente são os ingredientes funcionais que estão sendo comparados. Quantidades de proteínas, carboidratos, açúcar, cafeína - quaisquer minerais e nutrientes que o organismo precisa para funcionar.
Mas um estudo recente publicado na Frontiers in Nutrition indicou que um outro fator pode entrar em jogo na determinação da eficácia de uma bebida de nutrição esportiva para os consumidores: a cor.
Pergunte a qualquer consumidor e provavelmente ele terá uma cor ou sabor favorito para a bebida de nutrição esportiva da sua escolha. Essa preferência normalmente se resume ao gosto, mas será que a própria cor está afetando inconscientemente o desempenho?
Para esse estudo, 10 indivíduos (seis homens e quatro mulheres) considerados saudáveis e habitualmente ativos completaram dois ensaios experimentais em um estudo cruzado randomizado, simples-cego. Cada tentativa consistiu em uma corrida em esteira de 30 minutos em uma velocidade auto selecionada considerada forte/pesada. Durante cada um dos dois testes de 30 minutos, os participantes enxaguaram a boca com uma bebida não calórica rosa ou transparente; além da cor, as bebidas eram idênticas em sabor e composição.
Apesar das duas bebidas testadas terem qualidades idênticas além da cor, a diferença no desempenho foi evidente. Tanto a velocidade quanto a distância percorrida foram melhoradas no grupo que recebeu a bebida rosa em comparação com a transparente. A distância total para o grupo da bebida rosa melhorou em cerca de 5%, com a velocidade melhorando em quantidade semelhante. Além disso, os corredores que consumiram a bebida rosa relataram níveis mais elevados de prazer e satisfação após a corrida do que o grupo da bebida transparente.
De acordo com os pesquisadores, uma descoberta interessante e nova do estudo atual parece combinar a arte da gastronomia com a nutrição de desempenho, já que adicionar um corante rosa a uma solução não nutritiva adoçada artificialmente não apenas aumentou a percepção de doçura (conforme quantificado no estudo piloto e confirmadas nas entrevistas pós-ensaio), mas também aumentou a sensação de prazer, a velocidade de corrida auto selecionada e a distância percorrida. É claro que pesquisas futuras são necessárias para explorar essa relação potencial em mais detalhes.
Embora as inclusões funcionais em qualquer bebida, especialmente em uma bebida de nutrição esportiva, possam e devam ser o principal atrativo para os consumidores, esse estudo deixa claro porque não são o único atrativo. A cor e o sabor de uma bebida podem não apenas determinar se os consumidores fazem uma compra inicial e a apreciam o suficiente para voltar a comprá-la novamente, mas podem claramente afetar a percepção de cada consumidor sobre a eficácia do produto.
Especialmente em produtos posicionados naturalmente, a cor e o sabor podem ser um dos, senão o fator determinante para a compra. Como os formuladores e marcas buscam atender a demanda do consumidor por cores e sabores naturais, ao invés de artificiais, em seus produtos, atingir os tons corretos - e garantir que essas cores permaneçam vibrantes por toda a vida de prateleira - é de extrema importância.
A percepção do consumidor é a chave; mesmo que a cor de uma bebida não tenha efeito fisiológico no desempenho, o efeito psicológico deve ser considerado. Se os consumidores acreditam que um produto é mais ou menos eficaz com base em sua cor, se essa cor está tendo um efeito “verdadeiro” torna-se discutível. Com uma miríade de opções disponíveis e mais chegando ao mercado aparentemente todos os dias, cabe as marcas se diferenciar, e cores vivas e brilhantes com as associações corretas parece ser um bom começo.
Fonte: Food Beverage Insider






















