Relatório da Oterra aponta fusão entre funcionalidade, emoção e INGREDIENTES NATURAIS
Data de publicação: 30/01/2026
Compartilhar:
A Oterra, fornecedora global de corantes naturais, divulgou os resultados de seu estudo "Color Trends 2026", revelando uma mudança significativa na percepção sensorial dos consumidores. Baseado em uma pesquisa quantitativa com 2.600 participantes em 13 países, o relatório indica que a cor transcendeu a função estética para se tornar um vetor de experiência emocional e um indicador de funcionalidade em alimentos e bebidas.
Segundo Stella Munhoz, Gerente de Marketing da Oterra, a cor agora sinaliza bem-estar e confiança: "A mensagem é clara: a cor não é apenas vista, ela é sentida".
O estudo identifica a ascensão da mentalidade “maxxing” — onde o consumidor busca maximizar benefícios (como proteínas, fibras e vitaminas) minimizando compromissos negativos (como açúcar e aditivos artificiais). Nesse contexto, a cor atua como uma validação visual do propósito do alimento.
Entre os dados do estudo, 70% dos consumidores demonstram alto interesse em benefícios funcionais (imunidade, saúde digestiva, sono, saúde cardíaca). Além disso, 43% citam "ingredientes naturais" como a expectativa número um para 2026, superando até mesmo alegações específicas de saúde.
O relatório ainda mapeia associações instintivas que devem guiar o desenvolvimento de embalagens e produtos:
Laranja e Tons Quentes: Vinculados à vitalidade e bem-estar geral.
Azul e Turquesa: Conectados ao relaxamento e saúde mental.
Vermelho: Fortemente associado à saúde cardiovascular e energia.
"Mood-led Food": alimento como autocuidado
Além da função biológica, o alimento consolida-se como ferramenta de gestão emocional (mood-food). Globalmente, 61% dos entrevistados buscam experiências emocionais através da alimentação — número que salta para 74% entre a Geração Z e Millennials.
Para a indústria, isso abre oportunidades para inovação em perfis sensoriais:
Verde: Reforça saúde, naturalidade e humor positivo.
Amarelo: Comunica diversão e energia.
A Oportunidade do Rosa: O estudo destaca o rosa como uma cor subexplorada, mas com alto potencial para produtos voltados à criatividade, inspiração e diversão, especialmente para consumidores abertos a inovações (50% de interesse neste grupo).
Com isso, fica claro que a transição para corantes naturais deixou de ser um diferencial de nicho para se tornar um requisito de acesso ao mercado (baseline). A pesquisa aponta que 66% dos consumidores globais evitam ativamente corantes artificiais. "As cores naturais não são mais opcionais. Elas são essenciais para marcas que buscam relevância e credibilidade em um mercado cada vez mais consciente dos ingredientes", conclui Munhoz.